
Foto: Douglas Magno
O Tribunal de Justiça mineiro condenou a mineradora Vale a apagar o valor para o caminhoneiro alegando que houve danos morais, já que ele presenciou todo o ocorrido, poderia também ter morrido e é um sobrevivente do desastre.
Vale lembrar que o desastre que ocorreu em Brumadinho em 25 de janeiro de 2019, foi um dos piores envolvendo barragens e minérios no Brasil, deixando 270 mortos, além de muitos feridos, desaparecidos e desabrigados.
A juíza Renata Nascimento Borges, 2° vara cível criminal de decisões penais da Comarca de Brumadinho, alegou que tudo que o motorista sofreu é danos passíveis de indenização. A Vale se defendeu alegando que ele não residia na cidade e 15 dias após a tragédia o homem já voltou às suas atividades de trabalho.
Mesmo assim a pena foi mantida pela juíza alegando que o profissional sentiu na pele como é está a beira da morte com o rompimento da barragem.
A Vale se justificou em nota, afirmando que permanece comprometida em indenizar todos os envolvidos no acidente, inclusive enfatizou que já foram dois bilhões de reais de pagamentos em indenizações para mais de 11 mil pessoas.
Redação – Brasil do Trecho
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