
Foto: Fabio Motta/Estadão
Líderes da categoria dos caminhoneiros asseguram a realização da greve nacional de 15 dias a partir de segunda (1º/11) e informam que estão mais organizados do que em 2018.
Segundo o presidente da Abrava “Estamos muito mais organizados do que em 2018”
O Brasil está aterrorizado com a possibilidade de uma nova greve nacional de caminhoneiros, como a que aconteceu em 2018 e provocou paralisação de praticamente todos os setores econômicos durante duas semanas.
Dessa vez líderes da categoria informam que a greve poderá ser ainda mais extensa e durar até 15 dias, caso o governo não atenda as reivindicações da classe.
O presidente da Abrava – Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, comunicou que dessa vez nós estamos muito mais organizados do que em 2018.
No último dia 16 de outubro as associações que representam os caminhoneiros se reuniram no Rio de Janeiro e garantiram a greve. “Ficamos muito tristes, porque a gente vem há mais de 3 anos discutindo com o governo, com várias reuniões e até agora não saiu do papel”, acrescentou Landim, que chama de “piada” o auxílio de R$ 400 para a categoria oferecido pelo governo federal.
A fala do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, minimizando a promessa de paralisação, revoltaram caminhoneiros. “A possibilidade de a gente ter uma greve de caminhoneiros como tivemos em 2018 é zero, nenhuma, não vai ter”, disse o ministro em uma palestra no último dia 22.
“O que temos é uma meia dúzia de líderes que a toda hora chamam greve. O que aconteceu em 2018 não vai acontecer novamente. Quem parou o Brasil em 2018, foram empresas de transporte fazendo locaute, com apoio do agronegócio, gente que queria realmente forçar uma baixa do preço do diesel. Isso teve um efeito colateral péssimo”, acrescentou Tarcísio.
Indignado chorão reagiu, “Ninguém tem prazer em fazer greve, mas esse é o último recurso que nos resta. Nós apenas queremos que o presidente Bolsonaro cumpra as promessas que fez à categoria no início de sua campanha à presidência”.
Já o Diretor da CNTTL – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, Litti Dahmer, comenta que “Está nas mãos de cada transportador autônomo dar uma resposta ao governo“.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 28 de outubro de 2021 06:49
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