Caminhoneiro

Caminhoneiros não querem greve, precisam de um valor justo no frete

Os caminhoneiros que carregam o Brasil nas costas não querem greve, o que eles precisam é de um valor justo para trabalhar

Os profissionais das estradas enfrentam um momento crítico na sua profissão depois dos reajustes do diesel, continuar trabalhando e pagar quase 100% do lucro em combustível ou cruzar os braços e protestarem para uma solução mais viável? A resposta pode estar em uma palavra, União.

O que os caminhoneiros mais precisam neste momento é não apenas pensar no aumento do reajuste, mas em como compensar esse valor para não ter prejuízo. A forma mais rentável e correta é repassar no valor do frete todo acréscimo sofrido.

Atualmente o valor do frete é defasado, ou seja, não cobre todas as despesas necessárias e não acompanha o reajuste de um dos maiores custos do caminhoneiro, o combustível.

A categoria já não tem mais aquela força vista pela população e governo como era antes, e o seu desvalorizante faz com que suas reivindicações em protestos não sejam tão levadas em consideração.

Um fator que mais prejudica a classe é a falta de fiscalização da tabela do frete, já que uma minoria prefere receber menos pelo seu trabalho para ganhar a viagem e acaba atingindo quem não aceita receber um preço injusto e abaixo do que realmente deveria.

Se a categoria se unisse sem nenhuma exceção de integrantes e lutasse pelos seus direitos e principalmente para receber o justo pelo seu trabalho que não é apenas dirigir, inclui deixar a família, fazer manutenções no caminhão, troca de pneus, valor das refeições, lugar para descanso, tudo isso incluído no valor do frete, os problemas diminuíram consideravelmente.

Redação – Brasil do Trecho

Esta publicação foi modificada pela última vez em 15 de março de 2022 07:27

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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