Caminhão

Que fim levou a Sinotruk no Brasil?

Empresa Chinesa deixou o mercado brasileiro, mas será que ela voltará um dia?

Ela ficou por alguns anos comercializando veículos no país, mas saiu em pouco tempo

A marcha chinesa Sinotruk de caminhões que por aqui passou por alguns anos, retirou-se pouco tempo depois após a confirmação de baixas vendas durante o tempo que permaneceu.

Apesar disso, a marca possui uma longa trajetória e ainda está em plena atividade contendo diferente modelos. No Brasil, sua chegada ocorreu em 2008 para 2009, através de um grupo de empresários do ramo de transportes da região Sul, no Paraná.

Os veículos importados pertenciam a CNHTC – China National Heavy Truck Corp, utilizando a marca internacional Sinotruk, que trouxe modelos HOWO 380 com cabine leito e teto alto, trações 6×2 e 6×4, com motorização Weichai Diesel WD615, turbodiesel intercooler de 6 cilindros em linha, 9,7 litros e 380 cv e torque de 162 kgfm.

O câmbio era manual Shaanxi de 12 velocidades ou câmbio automatizado. Os veículos Howo foram criados em meados de 2003, estabelecendo um a joint venture com a Volvo, recebendo e compartilhando tecnologia Mas em 2008 esse empreendimento encerraria, não sendo mais viável. Em 2009 foi realizada uma nova parceria com a MAN.

No Brasil, os caminhões Sinotruk Howo 380 eram 30 % mais baratos que qualquer outro concorrente e a importadora instalava várias concessionárias pelo país, dando garantia de 2 anos, prometendo assistência técnica com o planejamento da instalação de uma fábrica.

O caminhão tinha mecânica e estrutura robusta, o que levou na época a vários motoristas autônomos e pequenas empresas a realizarem o sonho de ter um caminhão zero km.

Em 2012 foi assinado um acordo com o objetivo de construir uma fábrica da Sinotruk no Brasil, em Santa Catarina.

O aumento do IPI para veículos importados em 2012 determinado pelo governo federal, levou a empresa a acelerar o plano de construção de uma fábrica prevendo o término em 2015.

Porém as vendas apresentavam declínio e com o atraso na construção da fábrica a montadora deixou de se enquadrar no programa do governo que permitia a importação com o imposto reduzido.

Mesmo comprando a linha de montagem da Navistar International em Canos Rio Grande do Sul, não deu certo, vindo a sucumbir.

Será que a marca retornará definitivamente ao Brasil algum dia?

Redação – Brasil do Trecho

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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