
Foto: Reprodução de video - Record
Os marginais se escondem atrás da vegetação da caatinga fechada e acompanham a passagem de carros e caminhões.
Vejam esse vídeo transmitido por uma grande emissora de TV brasileira em que seus repórteres percorreram mais de 1.000 quilômetros da BR-116, conhecida como Rio x Bahia
Durante uma semana uma equipe de uma grande emissora de TV brasileira percorreu mais de mil quilômetros de uns dos trechos mais temidos pelos motoristas que cruza o Sertão Nordestino. Trata-se da BR-116.
A BR-116 é a segunda rodovia mais longa do Brasil, tendo 4.490 quilômetros ou 2.790 milhas. Ela liga Fortaleza – CE no Nordeste brasileiro, à cidade de Jaguarão no RS, na fronteira com o Uruguai. Ela é a rodovia mais longa do país totalmente asfaltada e é considerada também como uma das rodovias mais importantes do Brasil, juntamente com a BR-101.
Apesar de toda a pompa, da potencialidade econômica que ela carrega, pela possibilidade de maior crescimento das regiões dentre outros fatores, ela possui um policiamento insuficiente e que não condiz com a sua importância.
A equipe de TV percorreu as regiões de Petrolina-PE, Pena Forte-CE, Salgueiro-PE, Paulo Afonso-BA, Tucano-BA e Juazeiro-BA.
A vegetação característica da região, a caatinga, facilita os marginais que se escondem atrás desta para acompanhar a passagem de carros e caminhões para praticarem roubos e assaltos, armados até com fuzis.
Boa parte das riquezas do Brasil, são conduzidas pelo transporte rodoviário de caminhões e os criminosos sabem disso e tentam se aproveitar do fraco policiamento.
Em relato o caminhoneiro Hernandes Ramos Batista Filho, ao adentrar a BR-116, tomou um grande susto em mais uma tentativa de assalto. Criminosos lançaram uma pedra em seu para-brisa dianteiro para forçá-lo a parar. Ele prosseguiu e conseguiu sair dali com vida.
Mas nem todos tem a mesma sorte de Hernandes e muitos são assaltados, perdendo desde a carga transportada e até seu veículo também.
O caminhoneiro Claudio Roberto dos Santos, conta as horas de terror que passou, em que marginais passaram a frente de seu caminhão forçaram ele parar. Desceram armados, tomaram o veículo e ele foi até amarrado e levado para o mato, permanecendo assim por cinco horas seguidas, sendo liberado após terem roubado seu caminhão e carga.
Ainda assim ele foi ameaçado dizendo que se seu caminhão fosse rastreado e a “casa caísse”, ele morreria ali mesmo.
A paisagem dessas regiões é de terra seca, de gente humilde morando em pequenas comunidades espalhadas pelas rodovias. Na caatinga existem rotas de fuga por toda a parte, com longas distâncias, o que complica ainda mais o combate por uma pequena equipe de agentes rodoviários.
O horário de maior assalto ocorre no final da tarde e início da noite. Em vários pontos da BR-116 a equipe encontrou pedras nos acostamentos e enfileiradas, como se estivessem ali para a prática do roubo, forçando os caminhoneiros a desacelerarem.
Os bandidos costumam roubar também carros de passeio, para praticarem os assaltos aos caminhões, abandonando-os e queimando-os para evitarem deixar rastros e impressões digitais.
Chama bastante atenção as carrocerias de carros queimadas e abandonadas às margens da BR-116, como se fossem um aviso de mau presságio.
Motoristas que são obrigados a trafegar por ali diariamente afirmam terem muito medo que algo mais grave um dia aconteça como perderem a própria vida!
Que nessas próximas eleições seja levada em consideração principalmente a segurança de nossas estradas, até que essas quadrilhas de bandidos sejam desarticuladas e todos respondam pelos crimes cometidos, para que casos como esses não voltem a ocorrer, pois atrapalham o crescimento das regiões por onde ela cruza o país.
É inaceitável que uma das rodovias mais importantes do Brasil, passe por um problema tão grave de segurança por tanto tempo, afastando o comércio, o turismo e o tráfego de trabalhadores que precisam circular diariamente pela BR-116.
Redação – Brasil do Trecho
Esta publicação foi modificada pela última vez em 7 de junho de 2022 14:26
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