
Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters
Nos últimos tempos o diesel vem sofrendo reajustes atrás de reajustes somando um alto valor nas bombas de combustíveis. Essa situação está gerando grande preocupação e graves problemas na classe caminhoneira.
Em outros tempos quando os profissionais encaravam dificuldades dessa magnitude apenas uma solução era vista como viável para gerar uma resposta quase que imediata, GREVE.
Hoje em dia essa fórmula não funciona como antes e sempre aparece apenas como especulações para tentar intimidar o governo brasileiro, a Petrobras e até a própria população.
Os caminhoneiros estão diante de uma verdadeira bomba relógio que foi entregue em suas mãos. A categoria não consegue vingar nenhum movimento desde a última greve tão aclamada em 2018 onde reuniu caminhoneiros autônomos, transportadoras, uma parcela do agronegócio e até profissionais de outras áreas.
Na década de 70 movimentos grevistas caminhoneiros já existiam bloqueando estradas com reivindicações pela segurança, infraestrutura, valor do pedágio, frete e diesel.
Em 2013, após grave crise no governo Dilma Rousseff, manifestações populares tomaram conta do país e os caminhoneiros também aderiram aos movimentos reivindicando melhorias de trabalho e redução dos preços do diesel e dos pedágios.
O ano de 2015 também foi marcado por extensas paralisações que trouxeram cerca de um bilhão de reais em prejuízos para o setor agrícola do país. O governo prometeu não reajustar o combustível por cerca de seis meses, mas nem isso fez com que os ânimos dos manifestantes se acalmassem.
A greve perdurou até a sanção da lei dos caminhoneiros que assegurou diversas vantagens e benefícios para os profissionais das estradas como perdão de multas e isenção de pedágios.
Anteriormente a classe se unia e atraia até outras profissões e categorias para aderirem aos movimentos, transformando uma greve em resposta aos seus problemas.
Atualmente continua existindo vários percalços e dificuldades para os motoristas, mas ao contrário do que acontecia no passado, a luta já não acontece como antes.
Redação – Brasil do Trecho
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