
Foto: arquivo DT
A empresa Itapermirim que já foi uma gigante do transporte no Brasil esta passando por uma fase complicada. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu tirar de circulação todas as linhas de ônibus da Itapemirim. Devido às dificuldades operacionais encontrada no transporte rodoviário de passageiros da Itapemirim, a determinação da ANTT foi publicada por regulamento na edição de ontem do Diário da República.
Segundo a ANTT, na suspensão das linhas, permite à transportadora realizar viagens já vendidas por até 30 dias contados a partir de quando o decreto foi publicado no Diário Oficial da União. A ANTT lembrou ainda que a medida visa garantir a segurança dos usuários e manter a adequada prestação de serviços aos passageiros. A Itapemirim deve respeitar os direitos dos passageiros, inclusive reembolsar passagens mediante solicitação ou realocá-las para outras empresas, ressaltou o órgão fiscalizador. A rodoviária de Belo Horizonte informou ontem que as medidas já estão sendo adotadas.
Em nota à imprensa, a Viação Itapemirim afirmou que está tomando as medidas cabíveis. Diante da decisão da ANTT, a Viação respeita Itapemirim, mas toma as medidas cabíveis, diz o texto. A empresa alegou ainda que cumpre rigorosamente todas as normas da Inspecção de Trânsito Rodoviário e mantém o seu modus operandi (…) e procura sempre prestar um serviço de qualidade aos seus clientes.
PROPOSTA DA ITAPEMIRIM
Em resposta à decisão da 1ª Vara de Falências e da recuperação judicial de São Paulo, o empresário Sidnei Piva de Jesus apresentou nesta segunda-feira uma emenda ao plano de recuperação judicial para isentar o grupo Itapemirim da falência. Segundo O Globo, a mudança ainda precisa passar pela assembleia de credores.
O empresário se oferece para vender terras para pagar credores e criar uma unidade produtiva isolada. O terreno é um parque de rua em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo e tem valor não oficial de R$ 90 milhões. As dívidas da empresa giram em torno de R$ 250 milhões, de acordo com o plano de recuperação aprovado pelos credores em 2019. O sindicato ainda tem dívidas ativas de R$ 2,2 bilhões.
Sidnei sugeriu que a venda do imóvel deve ser realizada por um consultor econômico e não por meio de leilões judiciais, o que contraria as regras de recuperação judicial de leilões. Além disso, ela propõe que ele e toda a sua diretoria permaneçam na gestão, o que impossibilita a decisão do sistema de justiça criminal que determinou sua demissão e também medidas cautelares restritivas de liberdade, como confisco de passaporte e uso de tornozeleira eletrônica.
Redação – Brasil do Trecho / Informações
Esta publicação foi modificada pela última vez em 29 de julho de 2022 17:22
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