
Carreta Vanderleia Facchini 2010 Foto: Tim caminhões
Hoje vamos falar sobre um tipo de carreta que se popularizou no país e conquistou diversos adeptos em solo brasileiro fazendo história principalmente em transportadoras, estamos falando da Vanderleia, uma carreta bem diferente que chegou e veio para ficar.
Para quem não sabe, a carreta Vanderleia é aquela com três eixos que possui um espaço maior entre eles trazendo alguns benefícios em relação a distribuição da carga e também uma maior quantidade no carregamento.
O nome Vanderleia é bem conhecido no Brasil pela cantora da jovem guarda e foi ela mesma que inspirou o batismo desse tipo de carreta que ficou conhecida assim por inicialmente ter uma instabilidade nos eixos fazendo com que o primeiro eixo patinasse, dançasse quando movimentado.
Vanderleia chegou no Brasil pela empresa Michelon na década de 60 e contou de cara com a versão frigorífica de dois eixos, logo após outras composições e configurações também chegarem ao país.
Apesar de ser novidade, os modelos da fase inicial não foram sucesso de comercialização e também não agradaram aos usuários por apresentarem problemas como chassi desestabilizado e excesso de arrasto no último eixo.
As carretas foram tiradas de circulação e só voltaram 20 anos depois, na década de 80. O governo brasileiro emitiu um decreto que elevava o PBTC(Peso Bruto Total Combinado) para 45 toneladas, assim a Fruehaut trouxe a Vanderleia de volta para o Brasil, mas com novas configurações incluindo suspensão com buchas de borracha e fechos de mola fazendo com que um cavalo trucado transportasse 42 toneladas e um cavalo toco 35.
As transportadoras se interessaram na volta da Vanderléia e a primeira a testar e ter um veículo em sua composição foi a Sul Fluminense no ano de 1982 e logo depois a Randon que acoplou a carreta em um cavalo mecânico 4×2 carregando 45 toneladas.
Com a suspensão pneumática e a distância entre cada eixo de 2,5 metros, o que ajudava a diminuir o desgaste nos pneus, a Randon também decidiu criar um eixo direcional que auxiliava a quinta roda podendo carregar até 20% a mais de mercadoria do que a carreta Vanderléia convencional.
Uma outra versão da Vanderleia foi produzida em uma parceria da transportadora Lívio Mares e Randon, onde a carreta tinha o primeiro e terceiro eixo direcional amenizando o arrasto do último eixo, grande problema enfrentado na chegada da carreta na década de 60 no Brasil.
Os problemas ainda continuavam, mas em menor escala, o que não tirou a Vanderleia do mercado, porém atrapalhou a sua comercialização na segunda tentativa de retomada de vendas no Brasil.
Na década de 90 os modelos de carretas vanderleias conseguiram se consolidar no Brasil e nos anos 2000 se estabeleceram de forma definitiva no país onde o PBTC aumentou para 53 toneladas e em 2007 uma resolução determinou que os veículos deveriam ter suspensão automática e pelo menos um dos eixos ser direcionais.
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