Caminhoneiro

Número de caminhões roubados em São Paulo aumentou no ano de 2022

Além do número de roubos terem aumentado, os criminosos estão cada vez mais violentos e em muitos casos acabam em sequestro dos caminhoneiros.

O ano de 2022 terminou e deixou um grande prejuízo para muitos caminhoneiros que tiveram seus veículos roubados no estado de São Paulo. Foram mais de 4.600 registros de assaltos, trazendo uma média de 17 caminhões roubados por dia.

Se comparado ao mesmo período de 2021, entre janeiro e setembro, o índice de roubos cresceu 54,9%, gerando mais insegurança e assustando os motoristas que precisam passar pelas rodovias do estado de São Paulo.

As cidades que lideram o número de roubos de caminhões e reboques foram Guarulhos, com 291 casos registrados e a capital São Paulo, com 685.

Segundo relatos de vítimas, não apenas o número de roubos aumentaram, mas também a forma de abordagem dos criminosos que estão cada vez mais violentos, em muitos casos acabam sequestrando os motoristas.

Video: Jornal da Record

Alguns especialistas pontuam que os principais motivos que elevaram o índice de roubos em 2022 foram a falta de peças para conserto dos veículos no mercado e a alta do dólar. 

Após uma crise na economia mundial e um déficit nas montadoras devido a paralisação no mercado causada pelas consequências do isolamento social da pandemia de covid-19, peças que já estavam em falta ficaram sem nenhuma previsão para serem fornecidas pelos fabricantes. Por outro lado os caminhões precisavam de componentes para manutenção e em casos mais graves como colisões, as peças deveriam ser substituídas.

A solução encontrada foi recorrer ao mercado paralelo que tinham as peças no seu estoque graças aos roubos de caminhões que eram desmontados e serviam ao mercado negro.

A única maneira encontrada pelas empresas e proprietários de veículos para diminuir esses números  foi através da tecnologia que permite monitoramento dos caminhões em tempo real e também produz a segurança através de blindagem para aqueles caminhões que precisam carregar material especial.

Apesar de bastante caro, custando ao menos 20% do faturamento, o retorno de investimento trás garantia de propriedade da mercadoria diminuindo os índices para quem adota esse tipo de tecnologia.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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