
Caminhão com implemento romeu e juliata com toras de madeira. Foto: reprodução
Quem nunca ouviu falar de Romeu e Julieta? Esse romance de Shakespeare transcendeu gerações, mas também encontrou espaço no universo dos caminhoneiros, dando nome a um conjunto de veículos. Vamos explorar um pouco mais dessa história?
O conjunto recebeu esse nome porque o caminhão à frente é sempre chamado de Romeu, e a carreta que o segue é Julieta, fazendo uma alusão ao famoso casal romântico.
Romeu e Julieta é bastante antigo, sendo precursor dos conhecidos rodotrem e bitrem atualmente. Estima-se que tenham chegado ao Brasil nas décadas de 40 e 50, com uma transportadora americana pioneira na operação desse conjunto.
Nessa época, Julieta era tracionada por caminhões de outros países e usada para cargas específicas, como o transporte de cana-de-açúcar, combustível e madeira.
Desafios e perda de espaço no mercado:
Inicialmente chamado de jamanta, Romeu e Julieta foi amplamente aceito em sua composição inicial, mas acabou perdendo espaço no mercado nas décadas seguintes devido a vários problemas.
O conjunto tinha uma capacidade de carga limitada, podendo levar apenas 40 toneladas de PBTC (Peso Bruto Total Combinado), além de enfrentar a falta de infraestrutura das estradas, que não era compatível com um veículo tão pesado.
Naquela época, era difícil encontrar motoristas qualificados para manobrar uma carreta tão grande e pesada, que exigia uma qualificação e experiência específicas para manobras de ré e curvas acentuadas.
Mudanças e retorno ao mercado:
Após 40 anos desde sua chegada ao Brasil, houve modificações que aumentaram o PBTC para 45 toneladas, e a combinação Romeu e Julieta passou a ser usada para outros fins. Isso fez com que, na década de 80, o conjunto retornasse ao mercado brasileiro com força total.
Romeu e Julieta acabou se tornando uma peça fundamental no catálogo de vendas de várias empresas e hoje faz parte da frota e da vida de muitos caminhoneiros.
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