
Caminhoneiros realizando paralizações Foto: Miguel Schincariol/AFP
O dia 21 de maio de 2018 foi marcado pelo início da greve dos caminhoneiros que viria a causar desabastecimentos, falta de insumos e mercadorias, ela literalmente parou o Brasil.
Os profissionais das estradas reivindicavam diversas pautas em prol da classe caminhoneira, mas o que realmente desencadeou todo o movimento foi o preço do óleo diesel que estava muito alto custando em média R$ 4,40 no país.
Várias estradas do Brasil amanheceram com diversos pontos de bloqueio e ao longo dos dias a greve foi ganhando mais adeptos com os caminhoneiros conseguindo fechar mais de 400 locais entre rodovias estaduais, rodovias federais e pontos estratégicos.
A cada dia o movimento crescia mais e o governo temia por um desabastecimento em massa de diversos produtos. Foi nesse momento que a população pôde ver um pouco a importância dos caminhoneiros no dia a dia dos brasileiros.
A paralisação daquele ano foi considerada a maior da história do Brasil até então tendo durado um período de 9 dias entre 21 de maio até o dia 30 do mesmo mês.
Um dos líderes responsáveis por fazer a ponte entre os caminhoneiros e o governo foi Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, inclusive insistiu em continuar a greve mesmo depois do seu término oficial.
Pautas como o fim do PIS/COFINS do diesel e para que acabasse com a cobrança de pedágio de eixo suspenso também entraram em discussão.
O movimento trouxe um verdadeiro caos para o país e foi aderido também por outras categorias além de várias confederações dentro do mundo caminhoneiro como a CNTA(Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) e a UNICAM(União Nacional dos Caminhoneiros do Brasil).
Mercados, drogarias, lojas, já estavam desabastecidos enfrentando diversas prateleiras vazias e as filas nos postos de combustíveis se tornaram quilométricas por sair na imprensa que em alguns dias faltaria diesel e gasolina. Em alguns postos já era possível ver placas escritas ”sem combustível”.
Com o fim do movimento após algumas tentativas de acordo feitas pelo então Presidente, Michel Temer, o governo anunciou a redução do litro de diesel em R$ 0,46 nas bombas por um período de 60 dias, isenção de pedágio para veículos sobre eixo suspenso além da implementação da tabela de preços mínimos para o frete rodoviário de cargas.
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