
Foto: Reprodução / Internet
O trabalho é essencial na vida de qualquer ser humano; no entanto, existem regras estipuladas levando em consideração a segurança, saúde e a equidade para que o funcionário tenha uma jornada de trabalho produtiva e saudável.
Seguindo esse raciocínio, um caminhoneiro acabou recebendo uma sentença favorável após alegar sofrer danos em sua saúde por permanecer mais 12 horas na condução de um veículo.
O motorista de cargas relatou que trabalhava para uma empresa de pequeno porte. Sua função era coletar mercadorias, acompanhar o carregamento/descarregamento e aguardar o frete de retorno.
Em sua jornada de trabalho, sendo contratado para executar o serviço por um total de 44 horas semanais, o caminhoneiro pontuou que fazia entre 12 e 18 horas diárias de trabalho, ultrapassando o limite da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas.
O caminhoneiro já não tinha mais tempo para seus afazeres pessoais, ficando distante de sua família, e o excesso de trabalho acabou afetando sua integridade física e mental.
A empresa se defendeu, negando que o caminhoneiro trabalhasse por mais de 8 horas diárias, e informou que toda a jornada de trabalho não provocava dor, sofrimento, e muito menos foi uma possível causa para problemas de saúde ou frustrações de projetos.
Inicialmente, a primeira vara do trabalho de Joinville negou a indenização ao caminhoneiro, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª região decidiu condenar a empresa no valor de R$ 5.000,00.
O TRT levou em consideração testemunhas e provas periciais que confirmaram que o motorista trabalhava por 13 dias consecutivos sem o devido descanso remunerado.
A empresa pretendia recorrer ao TST – Tribunal Superior do Trabalho -, mas, devido a um processo um tanto quanto incomum, foi constatado que não se tratava apenas de um aumento de jornadas, mas sim de um risco à integridade física, devido à ausência de descanso remunerado e à jornada de trabalho árdua e incessante.
O caso chegou ao conhecimento do Tribunal Superior do Trabalho, que, através do ministro relator Cláudio Brandão, sentenciou por unanimidade o pagamento de uma indenização no valor total de R$ 8.000,00, referente a todos os trâmites e situações pelas quais o caminhoneiro passou.
Muitos motoristas acreditam que dirigir sem camisa pode gerar multa, mas a verdade é que o Código de Trânsito Brasileiro…
Motoristas relatam dificuldade para carregar depois de bloqueios em gerenciadoras de risco, muitas vezes sem saber o motivo e sem…
Falta de motoristas no transporte espanhol abre espaço para profissionais estrangeiros, mas a rotina exige preparo, documento certo e muita…
Muitos filhos de caminhoneiros estão deixando a boleia de lado por causa da rotina pesada, da espera, dos riscos e…
Com frete apertado, custos altos e pouca valorização, a profissão que já foi sonho de muita gente hoje assusta quem…
Dados da ANTT mostram que SP lidera com folga nas viagens registradas por CIOT, mas isso não significa frete fácil…
Este site utiliza cookies.