
Foto: Reprodução / ROTAS DO NORDESTE
Seria exagero dizer que há rodovias que podem levar ao sono? Não. Sabemos que o cansaço e as jornadas muito longas ao volante, levando até à exaustão, são fatores que, sem dúvida, podem provocar sonolência no condutor, levando-o, não poucas vezes, a dormir ao volante, com consequências trágicas que, infelizmente, não são incomuns.
Mas pode-se falar em rodovias que, por si sós, podem levar o caminhoneiro ao sono? A sonolência ao volante em uma rodovia é comum quando se está trafegando por um longo trecho de reta, e a causa é simples: o condutor está seguindo por um trecho de rodovia que não lhe prende a atenção, não o obriga a concentrar-se, a buscar referências, a fazer ultrapassagens constantes e a ter cuidado com o fluxo em sentido oposto.
No trecho reto, o condutor fica estático, é quase como se o caminhão estivesse se deslocando por si mesmo, como se estivesse no piloto automático. E se esse trecho reto, além de longo, tiver aclives e declives relativamente constantes, a situação fica mais propícia à sonolência.
O mesmo não acontece quando se está trafegando em um trecho com muitas curvas, especialmente se forem curvas acentuadas à direita e à esquerda em um trecho naturalmente sinuoso. O condutor fica na expectativa da próxima curva, o que o obriga a redobrar a atenção, especialmente se estiver dirigindo à noite.
Uma situação como essa praticamente afasta o sono, ainda que ele venha chegando, e minimiza muito a possibilidade de um acidente.
Mas há trechos de rodovias que, por sua própria natureza, são chamarizes do sono. Entre esses, estão a BR-242, a BR-407 no sentido de Juazeiro – divisa Bahia/Pernambuco, a BR-410 de Ribeira do Pombal a Tucano, a BR-110, de Cícero Dantas a Jeremoabo e daí até Paulo Afonso e a BR-101 até Alagoinhas, passando por Esplanada e Estância.
São etapas da viagem nas quais o caminhoneiro tem que estar bem atento e desperto. Nesses, é mais que necessária a atenção redobrada.
E se o sono estiver chegando? Nesse caso, nada como uma parada: água fria no rosto, caminhar um pouco, deixar o vento bater no rosto, fazer um lanche leve e deixar de lado, por alguns instantes, a realidade do veículo e da estrada.
São recursos valiosos e necessários porque o sono ao volante é um inimigo perigoso e, se o caminhoneiro deixar-se dominar por ele, a próxima curva pode reservar surpresas desagradáveis.
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