
Foto: Reprodução / Programa Pe Na Estrada
As empresas de transporte devem estar atentas a uma situação que já é um problema hoje e pode se tornar um grande desafio para transportadores e embarcadores: a falta de motoristas profissionais qualificados. A realidade enfrentada por muitos profissionais do volante desestimula tanto aqueles que já estão no ramo quanto os que consideram entrar para trabalhar como motoristas profissionais.
A idade média dos motoristas brasileiros é de 54 anos. Nos próximos cinco anos, 30% deles devem se aposentar, e se não houver plena consciência da situação atual, o país corre o risco de um apagão logístico por falta de motoristas profissionais.
O desestímulo que afeta essa classe profissional não é algo recente. Há muito tempo, questões como baixa remuneração — sem dúvida, o problema mais grave —, desvalorização e falta de reconhecimento profissional se tornaram rotineiras. Muitos profissionais do setor enfatizam a necessidade de união na classe, pois a tendência é que essa situação piore.
Diante desse cenário, é evidente que as empresas precisam estar atentas ao momento vivido por seus profissionais. Afinal, a importância dos motoristas é indiscutível, e as empresas precisam reconhecer isso e valorizar mais seus trabalhadores, especialmente os motoristas, pois sem eles a empresa simplesmente não funciona. No entanto, parece que a maioria das empresas ainda não tem essa consciência.
Algumas empresas, no entanto, já identificaram o problema e decidiram enfrentar esse desafio. A Braspress é um exemplo. Seus cerca de 1400 motoristas de transferência (estradeiros) e aproximadamente 1500 de coleta e entrega recebem muita atenção da empresa, não apenas em relação à questão salarial.
Um aspecto importante é o Centro de Apoio ao Motorista Braspress (CAMB). Antes de iniciar a viagem, o profissional passa por cuidados médicos, como verificação da pressão arterial, glicemia e saturação. Recebe um kit alimentação para não ficar muito tempo sem se alimentar e parte para a estrada. Durante a viagem, as torres de fadiga, com câmeras internas nos caminhões, monitoram se o motorista apresenta sinais de cansaço. Caso apresente, o gerenciamento de risco do tráfego determina que ele faça uma parada.
Quanto ao salário (que inclui comissão de viagem), os motoristas são classificados em categorias como bronze, prata, ouro e diamante, o que proporciona um salário médio mensal de R$ 11 mil, podendo chegar a R$ 15 mil ou R$ 16 mil, além de vantagens como o necessário tempo de descanso.
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