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O mercado brasileiro, de modo geral, sempre foi muito lucrativo para os negócios rodoviários. Mas, como todos os segmentos, depende muito do momento econômico do país. Se a economia estiver em baixa a venda de caminhões tende a cair; e as vendas aumentam com a economia funcionando normalmente.
A história dos caminhões que serão apresentados começou na década de 1980, quando o panorama econômico era muito complicado, com inflação altíssima e vários planos econômicos que não deram resultado, como o Plano Cruzado. Isso afetou diretamente a indústria rodoviária tanto que, nesse período, não houve lançamento de novos modelos.
Alguns anos depois, já na década de 1990, à medida que a economia se estabilizava, as marcas estudavam vários planos para recuperar as perdas e algumas estudavam a possibilidade de levar seus caminhões para aquele que era o maior mercado automotivo do mundo no período: os Estados Unidos.
Mas, infelizmente, esse foi também o motivo de esses caminhões terem fracassado pois nenhum desses modelos conseguiu, de fato, ganhar espaço na indústria norte-americana.
O clássico modelo da linha AGL abre a lista. A linha fez história no Brasil e deu confiança para a Mercedes exportar um de seus modelos da série 13 para os Estados Unidos no modelo CKD, ou seja, todas as peças foram levadas desmontadas para o país de destino e o caminhão foi finalizado lá. De qualquer maneira, ele foi equipado com motor OM-366 que tinha a capacidade de gerar 190 cv.
A história da criação desse motor é interessante porque a série 13 era equipada com motor OM-352 com capacidade para gerar, no máximo, 168 cv, o que não seria nem ao menos competitivo no mercado norte-americano que, naquele período, já contava com modelos muito mais potentes.
E assim foi criado o L-1319, do qual cerca de 50 unidades foram mandadas para testes. A questão principal é que, embora os resultados desses testes nunca tenham sido divulgados oficialmente, o projeto não foi adiante. Não existindo a demanda de nenhum desses caminhões mais caros naquele mercado, pode-se considerar que os testes não agradaram.
Esse foi o resultado de uma estranha parceria entre a Volkswagen, a Peterbilt e a Kenworth. E alguns caminhões da Kenworth foram exportados para o Brasil. Mas o mais importante é que alguns modelos da Volkswagen fossem exportados para os EUA com algumas modificações.
O que aconteceu foi que a Packard, dona das três montadoras, precisava de uma linha de caminhões COE, que são caminhões que, ao invés de terem os motores na frente, tinha o bloco do motor e seus componentes localizados embaixo da cabine. No Brasil, eles nunca foram muito populares mas nos EUA já foram, e muito.
A solução que a Packard adotou foi, ao invés de criar uma linha do zero, adaptar uma linha estrangeira às exigências do mercado norte-americano. Os modelos adaptados foram os clássicos 11-130 e o 13-130. O resultado dessas adaptações foi o 13-210, que recebeu chassis e longarinas retas, faróis do tipo sealed beans, pneus sem câmara e rodas do tipo disco. O caminhão foi equipado com motor Cummins 6-CT-8.3 de 8,3 litros e capaz de produzir 210 cv, 80 cv a mais que MWM D-229 que equipava as versões brasileiras do modelo. Quanto à caixa de transmissão, o caminhão recebeu uma caixa de câmbio de seis marchas.
Todos os modelos adaptados vinham com a logo da Kenworth ou da Peterbilt. E o principal problema enfrentado por esses modelos, e um dos grandes fatores que impediu que fossem adiante no mercado, foi a corrosão, isso porque os norte-americanos têm o costume de jogar sal na ruas no inverno para evitar o acúmulo de neve nas vias, o que acabou com a cabine dos modelos.
Esse foi o segundo modelo das adaptações levadas a efeito nos modelos 11-130 e 13-130. Portanto, o 22-210 compartilha todos os comentários relativos ao 13-210 com a diferença de poder tracionar 22 toneladas. Uma curiosidade não mencionada com relação ao #3 é que houve raríssimos modelos do 22-210 e 13-210 vendidos aqui no Brasil.
A famosa linha Cargo, que começou na Europa mas fez história gigantesca aqui no Brasil, também já esteve nos Estados Unidos. A linha chegou nos EUA como sucessora da série C, que ficou 30 anos no mercado norte-americano. Foi muita responsabilidade chegar logo após uma linha tão amada.
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