Essa prática é utilizada para aumento do PBTC, mas é considerada criminosa
Um caminhoneiro foi preso por falsidade ideológica após estar com a AET (Autorização Especial de Trânsito) irregular. O caso aconteceu na BR-329, trecho em Simões Filho, Bahia.
O motorista conduzia a carreta que trafegava pelo quilômetro 599 da rodovia, quando os policiais solicitaram os documentações de trânsito incluindo uma AET, documento necessário para combinação de veículos de no mínimo 25 metros de comprimento fabricados após 3 de fevereiro de 2006.
O caminhoneiro que transportava mais de 75 toneladas de soja apresentou uma AET que possuía informações que não condiziam com a realidade.
Os policiais verificaram que a carreta possuía 20 metros e não 25 como estava descrito na AET.
Essa prática vem sendo adotada por muitos caminhoneiros que mudando o comprimento do veículo no documento conseguem também aumentar o Peso Bruto Total Combinado (PBTC) e automaticamente levar mais peso na carga.
O caminhoneiro, de 38 anos, cometeu a prática que é configurada crime de falsidade ideológica e acabou sendo levado para a delegacia de Polícia Civil onde prestou esclarecimentos e irá responder pelo crime tipificado no artigo 299 do código penal brasileiro.

