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Frete de soja e transbordo: quanto ganha um caminhoneiro no Brasil?

O transporte de grãos é um dos setores mais movimentados no Brasil, e muitos motoristas se perguntam: quanto realmente ganha um caminhoneiro puxando safra ou fazendo transbordo? Em um vídeo recente, o caminhoneiro Moisés detalhou sua rotina e explicou como funciona a remuneração no setor.

Como funciona o pagamento do frete?

No transporte de soja, o pagamento é feito com base no número de sacas carregadas. Cada saca de soja pesa 60 kg, e o cálculo do frete é feito multiplicando a quantidade transportada pelo valor pago por saca.

Por exemplo, em um caminhão nove eixos carregando 55 toneladas de soja (aproximadamente 916 sacas), se o produtor pagar R$ 2,30 por saca, o frete por viagem seria de R$ 2.106. Dependendo da distância e da demanda, um motorista pode fazer uma ou duas viagens por dia, acumulando um valor considerável ao longo da safra.

Alguns caminhoneiros também optam por contratos fixos com fazendeiros, recebendo um valor fechado para transportar a safra inteira. Nesses casos, o dono do caminhão pode ganhar cerca de R$ 25.000 a R$ 30.000, já incluindo despesas como óleo diesel, alimentação e pedágios.

E o frete no transbordo?

O transbordo, diferente da safra, é pago por tonelada e geralmente ocorre em percursos curtos, levando o grão do campo até os armazéns. No exemplo mostrado no vídeo, o motorista estava transportando grãos por apenas 10 km, recebendo R$ 20 por tonelada. Com um carregamento de 55 toneladas, a viagem rendia cerca de R$ 1.000.

O frete em trajetos mais curtos tem a vantagem de manter o caminhoneiro próximo de casa e evitar desgastes com longas viagens. Entretanto, o valor pago por km pode ser menor do que em transportes de longa distância.

Vale a pena puxar safra ou fazer transbordo?

A escolha entre safra e transbordo depende do perfil do caminhoneiro. Quem busca faturar alto em pouco tempo pode preferir a safra, aproveitando o período de colheita para fazer várias viagens. Já quem valoriza a estabilidade e a proximidade com a família pode optar pelo transbordo, mesmo com um valor menor por km rodado.

Independentemente da escolha, os números mostram que o transporte de grãos pode ser um negócio lucrativo para quem tem estratégia e planejamento.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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