Mais de 200 mil beneficiários da Postal Saúde, operadora de planos de saúde dos Correios, enfrentam um cenário crítico: hospitais e clínicas em todo o Brasil estão suspendendo os atendimentos por falta de pagamento.
Segundo informações do Radar, os Correios não fazem repasses desde novembro de 2024, acumulando um rombo de R$ 400 milhões — valor que pode chegar a R$ 600 milhões até 10 de abril.
Entre os hospitais e redes que já suspenderam o atendimento estão:
- Rede D’Or
- Unimed
- Dasa
- Grupo Kora
- Beneficência Portuguesa (BP)
A Postal Saúde, fundada em 2013, é uma operadora de autogestão e depende exclusivamente dos repasses da estatal. O plano ainda cobra coparticipação dos funcionários dos Correios, mesmo sem garantir o acesso aos serviços.
“Nossa saúde depende disso”
A dirigente sindical Shirlene Souza, dos Correios na Bahia, critica a falta de assistência:
“Pagamos mensalmente e, quando procuramos atendimento, ouvimos que foi suspenso por falta de pagamento? Isso é um absurdo!”
A sindicalista afirma que, se a situação não for resolvida, trabalhadores vão paralisar atividades em todo o estado da Bahia.
Caso o cenário de inadimplência continue, a ANS pode decretar intervenção na Postal Saúde, já que prestadores são obrigados a comunicar o descredenciamento formalmente.
Os Correios encerraram 2024 com prejuízo de R$ 3,2 bilhões, sob gestão de Fabiano Silva dos Santos. No início do atual governo, o presidente Lula retirou a estatal do programa de privatizações.

