Caminhoneiro em entrevista. Foto: Jaime Alves
“Você passa 15 dias fora de casa e, quando volta, chega praticamente sem nada no bolso.” A frase é de um dos muitos caminhoneiros que participaram de um vídeo-documentário feito nas estradas do Brasil, revelando o que, para muitos, já deixou de ser apenas uma profissão: tornou-se um sacrifício.
Em um cenário marcado por baixa valorização, falta de estrutura, insegurança e salários apertados, a realidade do caminhoneiro brasileiro tem afastado novos profissionais da boleia — e feito os veteranos desaconselharem seus próprios filhos a seguir o mesmo caminho.
Entre os depoimentos mais fortes, pais relatam que, apesar de seus filhos demonstrarem vontade de seguir seus passos, prefeririam vê-los em qualquer outra profissão: policial, advogado, delegado. “É uma vida sofrida, desrespeitada e cada vez mais perigosa”, diz um caminhoneiro com 12 anos de estrada.
Os relatos apontam para uma desvalorização generalizada do motorista de caminhão. Desde empresas que proíbem o acompanhante da esposa ou filho na cabine, até relatos de que “motorista é tratado como analfabeto, drogado, irresponsável”.
Há menções a casos de humilhação durante o carregamento de cargas, tratamento ríspido por parte de funcionários e até desrespeito de autoridades, como quando um caminhoneiro afirma ter sido chamado de “vagabundo” por um policial militar: “Mesmo com nota fiscal, com tudo certo… é revoltante.”
Outro ponto crítico é a pressão por produtividade: cumprir metas, fazer média de combustível, e aguentar cobranças constantes de gestores — muitas vezes sem sequer uma diária justa. “Você vai para São Paulo e volta com R$ 100 no bolso, depois de gastar R$ 4 mil de diesel”, diz um dos entrevistados.
Além disso, há o medo constante dos assaltos e o sentimento de abandono. “Se te roubarem, a empresa ainda te pressiona achando que você está envolvido”, relata um motorista.
“Você para num posto e paga R$ 50 no almoço, R$ 30 no banho e mais R$ 20 no estacionamento.” A ausência de postos de apoio adequados para descanso, alimentação e segurança é outro fator que afasta novos profissionais e desgasta quem ainda insiste na estrada.
Para muitos, a profissão continua apenas pelo amor ao caminhão e à estrada. Mas até isso está se esvaindo. “A paixão virou sofrimento”, resume um motorista.
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