Combustível

Facções controlam ao menos cinco postos de combustíveis em SC, revela levantamento nacional

Um levantamento recente revelou que cinco postos de combustíveis em Santa Catarina estão sob influência de facções criminosas. A pesquisa, divulgada pelo portal R7, aponta indícios da expansão do crime organizado no Brasil, que já teria ramificações em 941 postos de combustíveis espalhados pelo país.

A investigação levou em conta diversos indícios, como a participação de “laranjas” nas sociedades dos postos, relações com redes suspeitas e históricos criminais dos administradores. O estudo sugere que essas estruturas estariam sendo utilizadas para lavagem de dinheiro, evasão fiscal e apoio logístico às organizações.

Segundo o delegado Daniel Régis, diretor da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o uso de postos por facções não é uma novidade. Ele destaca que o número pode variar com o tempo e depende diretamente do nível de repressão.

“Hoje podem ser cinco, amanhã podem ser 30 ou nenhum, dependendo do combate aplicado. O que é certo é que o crime organizado busca constantemente novas formas de lavar dinheiro”, afirmou.

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 42 mil postos de combustíveis. O estado de São Paulo lidera o ranking, com 290 postos ligados ao crime, seguido por Goiás (163), Rio de Janeiro (146) e Bahia (103).

Para o especialista em segurança pública Welliton Caixeta Maciel, a infiltração do crime nesse setor remonta aos anos 1990, e representa uma adaptação estratégica das facções às falhas de fiscalização e às oportunidades econômicas.

“Não se trata mais apenas do tráfico de drogas, mas da ocupação de espaços legais para encobrir ações ilegais, ampliar o poder territorial e captar recursos”, explicou.

O presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz, reforçou que a cadeia produtiva do setor está sendo corrompida em diversas frentes — das distribuidoras aos postos de venda ao consumidor final.

“Temos distribuidoras sendo pressionadas ou cooptadas, e postos funcionando como fachada para atividades ilícitas. Isso impacta diretamente na concorrência e no consumidor”, concluiu.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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