
Caminhão abordado pela PRF. Foto: reprodução
Na manhã e início da tarde desta quinta-feira (12), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou duas ocorrências de transporte irregular de animais durante uma fiscalização no km 667 da BR-222, no município de Açailândia, no Maranhão.
Por volta das 11h35, os agentes da PRF abordaram um caminhão boiadeiro Mercedes-Benz Atego 2426, de cor branca e placas do Maranhão, que transportava 18 bovinos. O motorista, de 47 anos, informou que os animais foram embarcados em Açailândia com destino a Imperatriz (MA).
Ao apresentar a Guia de Trânsito Animal (GTA) pelo celular, os policiais constataram uma grave inconsistência: o documento indicava como origem o município de Senador La Rocque (MA), diferente do que foi declarado pelo motorista. Esse erro caracteriza transporte irregular de animais, configurando violação das normas sanitárias e de controle sanitário animal.
Apenas uma hora depois, às 12h54, outro caminhão boiadeiro Mercedes-Benz 1620, de cor vermelha e placas de Pernambuco, foi abordado no mesmo ponto. Assim como no primeiro caso, o motorista transportava 18 bovinos, também declarando que a origem era Açailândia e o destino Imperatriz.
O detalhe que chamou a atenção dos policiais foi que o condutor apresentou exatamente a mesma Guia de Trânsito Animal (GTA) utilizada pelo motorista abordado anteriormente, configurando um claro indício de fraude documental no transporte dos animais.
Diante das irregularidades constatadas, os dois motoristas foram autuados e as ocorrências foram enquadradas, a princípio, como transporte irregular de animais, o que fere diretamente a legislação sanitária vigente.
A PRF acionou imediatamente a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED/MA), responsável por aplicar os procedimentos administrativos cabíveis, incluindo retenção dos animais até a regularização da documentação.
A GTA é um documento obrigatório para o transporte de animais no Brasil, fundamental para o controle de doenças, segurança sanitária e rastreabilidade das cargas. A ausência ou falsificação desse documento coloca em risco não apenas o rebanho, mas também a saúde pública, além de gerar prejuízos econômicos e riscos sanitários para toda a cadeia produtiva.
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