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Tarifaço de 70% da Venezuela ameaça agronegócio e transporte no Brasil

A recente decisão da Venezuela de impor tarifas adicionais sobre produtos brasileiros gerou preocupação em diversos setores da economia, especialmente no agronegócio e no transporte rodoviário de cargas. O estado de Roraima, que tem no país vizinho seu principal parceiro comercial, deve ser um dos mais afetados, já que boa parte das exportações agrícolas e pecuárias da região segue pelas estradas rumo ao mercado venezuelano.

Transportadoras e caminhoneiros autônomos relatam apreensão com a medida, já que a nova taxação pode reduzir significativamente a demanda por fretes na rota Brasil–Venezuela. Segundo representantes do setor, há risco de queda nos contratos de transporte internacional, o que afetaria diretamente a renda dos motoristas que atuam no escoamento da produção.

Agronegócio em alerta
Produtores rurais de grãos e carne, principais itens exportados, já avaliam que a tarifa imposta pela Venezuela poderá reduzir a competitividade dos produtos brasileiros frente a outros países da América do Sul. Além disso, o aumento do custo logístico, aliado à queda nas negociações, tende a pressionar a cadeia produtiva.

Transportadoras preveem ajustes
Empresas de transporte também analisam a necessidade de readequar preços de frete para compensar possíveis cancelamentos ou redução no volume de cargas. “Se o comércio cair, o transporte será o primeiro a sentir. Caminhoneiros autônomos, que dependem dessas viagens, terão menos oportunidades de trabalho”, afirma um empresário do setor logístico de Boa Vista.

Caminhoneiros pedem apoio do governo
Lideranças de caminhoneiros defendem que o governo federal atue rapidamente para solucionar o impasse. “O problema não é só do agronegócio, mas de toda a cadeia que leva esses produtos até as fronteiras. Se o mercado para, o caminhoneiro também para”, destacou um representante da categoria.

Ações diplomáticas em andamento
O Ministério do Desenvolvimento e o Itamaraty já estão em contato com autoridades venezuelanas para tentar reverter ou minimizar o impacto da nova tarifa. O objetivo é manter a competitividade dos produtos brasileiros e evitar prejuízos na logística transfronteiriça.

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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