
Carro com problemas mecanicos na estrada. Foto: reprodução
Com a chegada da nova gasolina E30 aos postos de combustível em diversas regiões do Brasil, muitos motoristas têm se perguntado: essa mistura é segura para todos os veículos? A resposta, segundo especialistas, é clara: não. O novo combustível pode causar sérios danos a carros que não são flex.
A gasolina E30 é uma mistura que contém 30% de etanol anidro e 70% de gasolina, criada como uma alternativa mais sustentável e econômica. A proposta é reduzir as emissões de gases poluentes e o custo do combustível, aproveitando a maior produção de etanol no país. No entanto, o aumento da proporção de etanol na mistura levanta preocupações.
Veículos que não são da categoria “flex” foram projetados para rodar com gasolina contendo até 27,5% de etanol, que é o padrão atual vendido nos postos brasileiros. Ao utilizar uma gasolina com uma proporção maior, como a E30, esses carros podem sofrer consequências negativas no médio e longo prazo.
De acordo com mecânicos e engenheiros automotivos, os principais riscos incluem:
Embora alguns veículos que não são flex até consigam rodar temporariamente com a gasolina E30 sem apresentar problemas imediatos, os especialistas alertam que o risco está justamente no uso contínuo. “No início, o motorista pode não perceber nada, mas com o tempo o motor começa a falhar, perder potência e apresentar problemas que custam caro para reparar”, explica o engenheiro mecânico André Nascimento.
Por outro lado, os veículos com tecnologia flex — que representam a maior parte da frota nacional atual — são desenvolvidos para operar com qualquer proporção de gasolina e etanol, de E0 a E100. Ou seja, para esses modelos, a gasolina E30 não representa nenhum risco.
A recomendação mais segura é sempre seguir o que está descrito no manual do proprietário. Lá, consta a composição de combustível indicada pelo fabricante. “Abastecer com um combustível diferente do recomendado pode até anular a garantia em alguns casos”, alerta Nascimento.
Com a introdução de novas opções de combustíveis no mercado, é fundamental que o consumidor esteja atento às etiquetas das bombas e questione os frentistas, caso haja dúvida sobre a composição do produto.
Se o seu veículo não é flex, a melhor escolha é manter-se com a gasolina comum ou aditivada tradicional, respeitando a proporção padrão de etanol.
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