Decisões judiciais recentemente tornadas públicas citaram nominalmente 19 postos de combustíveis — localizados em São Paulo e Goiás — como parte de uma rede utilizada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para lavar dinheiro e adulterar combustíveis. Essas informações fazem parte das investigações da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva já realizada contra a estrutura financeira da facção.
Segundo as autoridades, o esquema envolvia mais de mil postos em ao menos dez estados e movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com fraudes que incluíam adulteração de combustível com metanol e uso de “laranjas” para ocultar a titularidade dos negócios.
Entre os postos identificados, sete pertencem a Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Hussein Mourad, apontado como figura central no esquema. Outros estabelecimentos estariam em nome de integrantes da organização criminosa ou operadores intermediários.
A investigação revelou também que o PCC empregava postos como frente para lavagem de dinheiro e adulteração, usando combustíveis adulterados com até 90% de metanol, além de fraudes quantitativas — onde o consumidor paga mais por menos produto.
A ofensiva envolveu cumprimento de mais de 350 mandados judiciais em oito estados, com uma força-tarefa de aproximadamente 1.400 agentes. A investigação também atingiu fundos de investimento e fintechs usadas para movimentação e camuflagem dos recursos criminosos.
Confira a lista!
- Auto Posto Yucatan, de Arujá (SP)
- Auto Posto Azul do Mar, de São Paulo
- Auto Posto Hawai e Auto Posto Maragogi, ambos de Guarulhos (SP)
- Auto Posto Conceição, de Campinas (SP)
- Auto Posto Boulevar XV São Paulo, de Praia Grande (SP)
- Posto Futura JK, de Jataí (GO)
- Posto Futura Niquelândia, de Niquelândia (GO)
- Auto Posto Parada 85, de Goiânia
- Auto Posto da Serra, de Morrinhos (GO)

