Emily ainda criança com o pai que a ensinou a dirgir
Com apenas 24 anos e quase meio milhão de seguidores no Instagram, Emily Maia, caminhoneira de Sorocaba, vem ganhando destaque não só pelo trabalho nas estradas, mas também pela forma como inspira outras mulheres a entrarem na profissão. Filha de caminhoneiro, ela praticamente nasceu dentro do caminhão e acompanha o pai nas viagens desde criança, carregando a profissão no DNA.
Hoje, além de rodar pelo Brasil, Emily usa as redes sociais para dividir a rotina e responder dúvidas de mulheres que sonham em viver da boleia. Muitas procuram conselhos sobre segurança, paradas em postos e situações comuns da estrada. Segundo ela, o principal é não deixar o medo atrapalhar. Emily conta que sempre orienta as meninas a perguntarem, se informarem e não terem receio de se posicionar, porque o medo pode travar decisões importantes no dia a dia.
Um dos exemplos citados por ela é o uso do GPS, que muitas vezes joga o caminhão em ruas sem saída ou locais inadequados. Para Emily, a experiência e o instinto acabam falando mais alto na hora de resolver o problema. Ela reforça que, mesmo achando que não vai dar conta, na prática o motorista sempre encontra uma saída.
A jovem carreteira atua com apoio da transportadora Isas, empresa que já nasceu com o nome e a identidade ligados às mulheres. Atualmente, cerca de 10% dos motoristas são mulheres e aproximadamente 30% do setor administrativo é feminino. A meta da empresa é aumentar essa participação e chegar, até o fim do ano, entre 30% e 40% de mulheres ao volante.
Segundo a direção da Isas, a escolha por motoristas mulheres vai além da pauta da diversidade. A empresa destaca o cuidado com o caminhão, a responsabilidade, a educação e a atenção aos detalhes como diferenciais percebidos no dia a dia. Mesmo sabendo que ainda não há tantas profissionais disponíveis no mercado, a intenção é ampliar cada vez mais esse espaço.
Emily também enfrenta comentários negativos nas redes sociais, algo comum para quem ganha visibilidade. A diretora financeira da empresa, Raele Martins, costuma rebater ataques e defender a caminhoneira. Comentários que tentam diminuir sua capacidade são respondidos com apoio e orgulho, reforçando que ela não está sozinha.
Mesmo sem experiência anterior comprovada, Emily passou por um processo de treinamento antes de assumir o caminhão. Foram dias de integração, orientação sobre cuidados com o veículo, cumprimento de horários, rastreamento, noções de direção defensiva e como agir em caso de problemas na estrada. A empresa também utiliza simuladores e, quando necessário, coloca motoristas iniciantes para rodar em dupla, facilitando o aprendizado na prática.
A história de Emily Maia mostra que o espaço das mulheres no transporte rodoviário está crescendo, ainda que aos poucos. Entre desafios, preconceitos e conquistas, ela segue abrindo caminho e mostrando que lugar de mulher também é na boleia do caminhão.
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