Greve dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros não teve adesão suficiente para causar o efeito de 2018

A greve dos caminhoneiros marcada para essa quinta (04/12/2025) mal chegou a ser noticiada. Mesmo com alguns avisando que iriam parar, o dia trouxe estradas do Brasil em movimento nada de interdições, atos ou engarrafamentos por causa da greve.

O apelo pela greve partiu de líderes que entregaram pedidos ao governo, exigindo avanços no transporte de mercadorias, um piso mínimo nos fretes e tratamento mais justo para trabalhadores independentes, além de outros pontos.

Mas a movimentação logo esfriou – ninguém aderiu de verdade, tampouco apareceram atos registrados.

Quem acompanhou o protesto diz que uns 20% dos motoristas só apoiaram a greve — uma fatia pequena demais pra mudar alguma coisa no trânsito das rodovias.

Quem achava que a greve ia mudar alguma coisa se surpreendeu: caminhões rodaram como sempre, negócios continuaram enviando produtos, distribuidoras abriram as portas e quase nada atrapalhou o fluxo de entrega pelo país.

Muitos na área já duvidavam da paralisação por conta das rachaduras nos sindicatos, porque vários grupos não apoiaram e ninguém tinha certeza das metas do protesto — principalmente depois que alguns chefes começaram a juntar reivindicações de trabalho com interesses partidários.

No fim, aquilo que prometia ser um dia de paralização acabou sendo apenas outra manhã qualquer. O caminhoneiros continuam carregando e descarregando. Pra boa parte dos motoristas, a mensagem entrou: quando falta combinação entre gente e força coletiva, até paralisação parece sossego.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 4 de dezembro de 2025 21:48

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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