
Foto: Reprodução de vídeo - Galera do Trecho
A nova regra para tirar CNH no Brasil já está em vigor e promete mudar completamente a forma como os brasileiros conseguem a carteira de motorista. A principal novidade é que não será mais obrigatório fazer todo o processo por meio de uma autoescola, o que deve reduzir bastante o custo da habilitação e facilitar o acesso para milhões de pessoas.
Até então, quem queria tirar a primeira habilitação precisava contratar uma autoescola, cumprir carga horária mínima de aulas teóricas e práticas e usar apenas veículos adaptados dessas instituições. Isso fazia com que o valor final da CNH chegasse a custar entre R$ 3.500 e R$ 5.000, dependendo da região do país.
Agora, com a nova resolução, o candidato poderá estudar no próprio ritmo, fazer o curso teórico online ou presencial em plataformas homologadas, e depois apenas pagar a taxa para realizar a prova no Detran. Inclusive, há previsão de que o próprio governo disponibilize o curso teórico gratuitamente no futuro.
Além disso, as aulas práticas obrigatórias foram reduzidas para apenas duas horas mínimas com um instrutor credenciado. O aluno poderá usar seu próprio carro, o de um amigo ou parente, e escolher um instrutor de forma independente, sem precisar estar vinculado a uma autoescola.
Outra mudança importante é que o carro não precisa mais ter duplo comando de freios, e também passa a ser permitido fazer aulas e prova em veículos automáticos. Isso facilita bastante para quem já dirige carros desse tipo no dia a dia.
A prova teórica também mudou. Agora são 30 questões em todo o país, com uma hora para responder e necessidade de acertar pelo menos 20 para ser aprovado. Antes, em alguns estados, eram 40 questões e exigência maior de acertos.
Na prova prática, o limite de faltas aumentou, permitindo que o candidato erre mais sem ser eliminado automaticamente. Algumas manobras que antes causavam reprovação direta agora apenas descontam pontos.
Apesar das facilidades, especialistas alertam que aprender a dirigir exige responsabilidade. Mesmo com menos exigências formais, é fundamental que o futuro motorista treine bastante, dirija em diferentes situações e desenvolva habilidade antes de encarar o trânsito sozinho.
A mudança tem potencial para democratizar o acesso à CNH, reduzir a quantidade de pessoas dirigindo sem habilitação e gerar mais oportunidades de trabalho, principalmente para quem depende do veículo para sustentar a família.
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