Caminhoneiro

Quanto sobra para um caminhoneiro autonomo com faturamento de R$: 100 mil

Quando a gente escuta falar que um caminhoneiro autônomo “fatura” R$ 100 mil, muita gente pensa que ele está rico. Mas, na realidade, esse valor passa longe de ser lucro. É só olhar de perto para ver como a vida na estrada é pesada e cara.

A rotina é cheia de riscos, noites mal dormidas, saudade de casa e uma lista enorme de gastos que ninguém vê. Por isso, resolvemos colocar tudo na ponta do lápis para mostrar quanto realmente sobra quando um caminhoneiro autônomo fecha o mês com R$ 100 mil de faturamento.

Primeiro, vem o maior vilão dos caminhoneiros: o diesel. Um caminhão rodando bastante pode gastar fácil uns R$ 35 a R$ 40 mil só de combustível no mês. Depois, entram os pedágios, que no Brasil não são nada baratos,pode colocar aí mais uns R$ 8 mil dependendo da rota.

Também tem manutenção, que nunca dá para ignorar. Pneus, troca de óleo, peças que quebram… só isso leva embora mais uns R$ 6 mil em média no mês. E quando aparece um problema sério, então, o bolso chora.

Além disso, o caminhoneiro paga diveros impostos, como o MEI ou autônomo normal, e isso gira em torno de R$ 1.500 a R$ 2.000. Tem ainda alimentação na estrada, banho, dormida e outras despesas do dia a dia — mais uns R$ 3 mil.

Sem contar uma reserva para coisas que ninguém quer que aconteça, como acidente, roubo de carga, mecânica emergencial… só quem vive a estrada sabe.

Colocando tudo no papel

Vamos resumir os principais gastos de forma clara:

  • Diesel: R$ 38.000
  • Pedágios: R$ 8.000
  • Manutenção geral: R$ 6.000
  • Impostos: R$ 2.000
  • Alimentação/vida na estrada: R$ 3.000
  • Seguro, rastreamento, imprevistos e documentação: R$ 6.000

Somando tudo isso, o total de gastos fica em torno de R$ 63.000.

E o lucro?

Se o caminhoneiro faturou R$ 100 mil e gastou R$ 63 mil, ele fica com cerca de:

R$ 37 mil limpos no mês

Pode parecer muito para quem olha de fora, mas tem um detalhe importante: esse ganho não é fixo. Tem mês que a carga paga menos, tem mês que o diesel sobe, tem mês que o caminhão quebra e leva tudo embora.

Além disso, esse lucro também precisa guardar para o futuro: troca de caminhão, férias (que autônomo quase não tem) e os riscos sempre presentes da estrada

João Neto

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.

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