
Em crise no transportes, mais de 10 transportadoras de grande porte entrou em recuperação judicial em 2025
O ano de 2025 vem sendo marcado por dificuldades financeiras para muitas transportadoras brasileiras. Com juros altos, fretes cada vez mais apertados, aumento no custo do diesel, manutenção e dificuldade de acesso ao crédito, várias empresas do setor não conseguiram manter o caixa em dia e acabaram recorrendo à recuperação judicial como forma de tentar reorganizar as contas e seguir operando.
Grupo Mira Transportes e Logística — O grupo tradicional de logística, com empresas como Mira Serviços de Transportes Ltda, Mira OTM Transportes Ltda, Merim Holding Ltda e Urbi Empreendimentos e Participações Ltda, entrou com pedido de recuperação judicial após 46 anos de operação.
Entre os casos que chamam atenção está o Grupo Mira Transportes e Logística, que após mais de quatro décadas de atuação entrou com pedido de recuperação judicial. A empresa, considerada tradicional no setor, alegou dificuldade para honrar compromissos financeiros diante do cenário econômico desfavorável e da queda na margem de lucro das operações.
Outra empresa que aparece na lista é a Transportadora MANN, de Santa Catarina, com mais de 40 anos de história. O pedido de recuperação foi aceito pela Justiça em 2025 e envolve dívidas acumuladas, inclusive trabalhistas. O caso gerou repercussão entre motoristas e fornecedores, já que a empresa sempre foi vista como uma transportadora sólida na região Sul.
Também em 2025, a Transednei Transportes Ltda teve o processamento da recuperação judicial autorizado. A empresa alegou dificuldades financeiras para manter suas atividades, reforçando um problema que vem atingindo transportadoras de médio porte em várias regiões do país.
No Mato Grosso, a Justiça autorizou a recuperação judicial da Transportadora Novo Futuro Ltda e da TNF Transportes e Logística Ltda, que entraram no mesmo processo. As empresas declararam dívidas milionárias e apontaram a queda no volume de cargas e o aumento dos custos operacionais como fatores decisivos para a crise.
Outro nome que aparece em registros oficiais é a Simeira Logística Ltda, que consta em painéis públicos com status de recuperação judicial em 2025. O caso mostra que nem sempre apenas grandes empresas são afetadas, já que companhias menores também vêm enfrentando dificuldades para se manter no mercado.
Além dessas, a Maravilha Transportes Ltda, ligada ao Grupo Agro Maravilha, também aparece em editais e comunicados relacionados à recuperação judicial ao longo de 2025, reforçando o cenário delicado vivido pelo transporte rodoviário de cargas.
A sequência de pedidos de recuperação judicial escancara uma realidade dura para o setor. Muitas transportadoras trabalham no limite, dependem de financiamentos caros e enfrentam concorrência desleal no frete. Quando a conta não fecha, a recuperação judicial acaba sendo a última alternativa para tentar sobreviver, preservar empregos e manter os caminhões rodando.
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