Depois de uma viagem que impressiona até quem já vive a estrada, o novo moinho da Votorantim Cimentos finalmente chegou à fábrica da empresa em Edealina, no interior de Goiás. O equipamento pesa 210 toneladas e percorreu um longo caminho desde a China até o Centro-Oeste brasileiro, em uma operação logística considerada fora do comum.
Foram cerca de nove meses de deslocamento. Primeiro, o moinho veio de navio até o Porto de Santos, em São Paulo. De lá, começou a etapa mais complexa: o transporte rodoviário até Edealina. A viagem por terra durou 159 dias e percorreu 1.770 quilômetros, quase o dobro de um trajeto convencional feito por um carro de passeio.
O comboio chamou atenção por onde passou. Quatro caminhões especiais transportaram o moinho em um conjunto que chegou a 123 metros de comprimento, o equivalente à altura de um prédio de 41 andares. Para que tudo desse certo, foi necessário um planejamento minucioso, com adequações no trajeto e até a criação de um acesso exclusivo para a entrada do equipamento na fábrica.

Além do moinho principal, outros equipamentos que farão parte da nova área de moagem também chegaram no mesmo navio. Ao todo, mais de 90 carretas foram utilizadas nessa operação especial, reforçando o tamanho e a complexidade do projeto.
A chegada do moinho marca uma nova fase para a unidade de Edealina. Ele é a peça central do projeto de expansão anunciado em julho de 2024, que vai dobrar a capacidade de produção de cimento da fábrica. Atualmente, a unidade produz cerca de 1 milhão de toneladas por ano. Com a ampliação, esse número vai chegar a 2 milhões de toneladas anuais.
Segundo a Votorantim Cimentos, o investimento na ampliação é de aproximadamente R$ 200 milhões e faz parte de um plano maior, que prevê R$ 5 bilhões em investimentos no Brasil entre 2024 e 2028. As obras começaram no primeiro semestre de 2025 e devem ser concluídas ao longo de 2026.
A fábrica de Edealina é responsável pela produção do cimento da marca Tocantins, que abastece todo o estado de Goiás e parte do Mato Grosso. Desde o início das operações, a unidade adota práticas voltadas à sustentabilidade, como o coprocessamento de resíduos, biomassas do agronegócio, pneus e resíduos industriais para geração de energia, reduzindo o uso de combustíveis fósseis e as emissões de CO₂.
Com a chegada do novo moinho, a expectativa é de mais eficiência, aumento da produção e fortalecimento da economia local, com geração de empregos e impacto direto na cadeia do transporte e da indústria.

