
Acidente com caminhoneiro
Na manhã de quarta-feira, por volta das 9h, um grave acidente no km 115 da BR-101, perto da igreja no bairro Salseiros, em Itajaí (SC), assustou quem passava pela rodovia.
Três pessoas morreram: um homem de 32 anos, sua mãe de 55 e sua esposa de 31. Eles voltavam para São Paulo depois de passar o feriado em Santa Catarina.
O carro que eles dirigiam foi esmagado por um caminhão Scania. Uma Kombi também foi atingida e explodiu, mas o motorista conseguiu sair com vida.
A Polícia Rodoviária Federal informou que o motorista da carreta não foi preso no momento do acidente. Isso porque não havia provas suficientes para flagrante.
O teste do bafômetro dele deu negativo, ou seja, não havia álcool no sangue no momento da verificação.
A PRF também afirmou que não há até agora confirmação de que ele estivesse usando o celular, nem que houve falha mecânica ou outro fator claro que cause a batida.
Agora, a PRF está finalizando o Laudo Pericial de Sinistro de Trânsito, que deve ficar pronto até domingo. Depois, esse laudo passará por revisão interna e será enviado para a Polícia Civil de Itajaí.
Com o laudo técnico, a Polícia Civil abrirá um inquérito para descobrir o que realmente aconteceu. Isso inclui analisar provas, ouvir testemunhas e conferir imagens de câmeras de segurança.
O delegado responsável pelo caso terá autoridade para decidir se o motorista responderá por crime ou não com base no material reunido.
É comum que, em acidentes graves, as primeiras especulações nas redes sociais envolvam o uso do celular pelo motorista. Estudos mostram que o uso de celular ao volante aumenta muito o risco de acidentes porque tira a atenção do motorista da estrada.
Mas, no caso desta tragédia na BR-101, a PRF deixou claro que ainda não há qualquer evidência concreta de que isso tenha acontecido. Nenhuma mensagem, gravação ou testemunho confirmou que o caminhoneiro estivesse com o celular no momento da colisão.
O motorista da carreta, de 40 anos, disse que não conseguiu frear quando encontrou o trânsito parado. Ele afirmou que trabalhou muitos anos sem se envolver em acidentes graves e que tentou frear quando viu a fila de carros, mas não conseguiu parar a tempo.
Ele sofreu apenas ferimentos leves e passa bem. Por enquanto, essa é a versão dele, e cabe às autoridades confrontar esses relatos com as provas no inquérito.
A próxima etapa é a análise do laudo pericial pela Polícia Civil. Com ele em mãos, a polícia poderá determinar se o motorista teve alguma falha ou se fatores externos contribuíram para a colisão.
A conclusão desse inquérito pode levar semanas. Até lá, familiares e a população aguardam respostas sobre o que realmente ocorreu naquela manhã na BR-101.
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