Os Correios deram início a uma série de leilões de imóveis ociosos e abandonados em todo o Brasil como parte de um plano emergencial para tentar equilibrar as contas da estatal, que enfrenta uma grave crise financeira. A medida tem sido marcada por críticas, pois o processo evidencia um histórico de prédios públicos deixados sem uso por anos, gerando desperdício de dinheiro público.
A oferta de imóveis integra um processo mais amplo de reestruturação financeira. Nesta primeira fase, 21 propriedades entre prédios comerciais, galpões, terrenos e até apartamentos serão leiloados em certames digitais abertos a pessoas físicas e jurídicas. A expectativa da empresa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão com a venda desses ativos ao longo de 2026.
Imóveis deteriorados e tempo de abandono
Entre os imóveis que serão leiloados, alguns estão há anos sem uso e em estado notório de degradação. Um exemplo citado nos anúncios oficiais é um prédio comercial no centro de São Paulo, ao lado da antiga região da Cracolândia, cuja fachada está pichada e áreas internas mostram sinais de abandono.
Outros imóveis ofertados também carregam o mesmo sinal de descuido: salões comerciais em cidades do interior que ficaram fechados por tanto tempo que sofreram deterioração natural, com valores de lance inicial inferiores a R$ 20 mil em alguns casos.
Reportagens sobre o leilão destacam que esses prédios e galpões foram mantidos sem função por longos períodos, o que tem sido interpretado como desperdício de patrimônio público, já que recursos de manutenção e impostos continuaram sendo gastos apesar da baixa utilização.

