Caminhoneiro

Caminhoneiro bloqueado sem explicação a injustiça que tira o frete da mão de quem vive da estrada

Motoristas relatam dificuldade para carregar depois de bloqueios em gerenciadoras de risco, muitas vezes sem saber o motivo e sem chance clara de defesa.

Bloqueio pode virar prejuízo antes mesmo da viagem começar

Muitos caminhoneiros chamam de bloqueio na seguradora, mas na prática o problema costuma passar pelas gerenciadoras de risco. São empresas que analisam cadastro, rota, histórico e outros dados antes de liberar o motorista para puxar uma carga. O problema começa quando o trabalhador é barrado e ninguém explica direito o motivo.

Para quem vive de frete, isso não é só um cadastro travado. É diária parada, boleto vencendo, diesel caro, família esperando dinheiro em casa e caminhão sem rodar. O caminhoneiro chega pronto para carregar, às vezes depois de horas na fila, e descobre que não pode seguir viagem porque o sistema não liberou.

A injustiça de ser tratado como culpado sem defesa

O ponto mais revoltante é quando o motorista não sabe por que foi bloqueado. Pode ser dado antigo, erro no sistema, nome parecido, ocorrência passada ou até situação em que ele foi vítima, não culpado. Mesmo assim, o caminhoneiro acaba pagando a conta primeiro.

Na estrada, tempo parado é prejuízo. O autônomo não tem salário fixo no fim do mês. Se ele não carrega, não recebe. E quando uma gerenciadora trava o nome dele sem explicação clara, a consequência cai direto no bolso de quem já enfrenta pedágio, manutenção, pneu, oficina, espera em pátio e frete cada vez mais apertado.

O gerenciamento de risco é importante para proteger carga, empresa e motorista. Mas segurança não pode virar injustiça. Se existe bloqueio, também precisa existir motivo claro, prazo para resposta e chance real de defesa. O caminhoneiro não pode ser tratado como problema antes mesmo de ter a oportunidade de explicar sua situação.

Com o transporte cada vez mais cheio de regras, seguro obrigatório e cobrança em cima de quem roda, esse tema precisa ser olhado com mais respeito. Porque quando o sistema erra, quem fica parado no pátio não é uma planilha. É um trabalhador que depende da estrada para colocar comida dentro de casa.

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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