Caminhoneiro

Entenda como caminhoneiro pode ter direito a até R$ 100 mil na Justiça

Horas extras, noite virada, espera em carga e descanso cortado podem virar dinheiro para motoristas que trabalharam sem receber tudo certo.

Caminhoneiro pode estar deixando dinheiro para trás

Muitos caminhoneiros passam anos rodando de madrugada, esperando carga, encarando fila em pátio e fazendo viagem longa sem receber tudo que deveria. O problema é que muita empresa paga só o salário combinado e ignora horas extras, adicional noturno, intervalo cortado e tempo parado esperando carga ou descarga.

Segundo a regra trabalhista, o motorista profissional tem jornada diária de 8 horas, podendo fazer horas extras dentro dos limites previstos. Quando a empresa exige mais tempo na estrada, mais espera ou mais trabalho sem pagar corretamente, essa diferença pode virar cobrança na Justiça.

Valor alto depende de prova e tempo trabalhado

O valor de até R$ 100 mil não é garantido para todo caminhoneiro. Ele pode aparecer quando o motorista trabalhou por bastante tempo, fez muitas horas a mais, rodou à noite, ficou sem descanso correto e tem provas da rotina. Mensagens, rastreador, diário de bordo, tacógrafo, comprovantes de viagem e escala podem ajudar a mostrar o que acontecia na prática.

O adicional noturno também pesa nessa conta. Quem trabalha entre 22h e 5h pode ter direito a receber a mais por esse período, porque dirigir de noite cobra muito do corpo. Para quem vive da estrada, isso não é detalhe pequeno. É sono trocado, risco maior, cansaço acumulado e mais pressão para entregar no prazo.

Outro ponto importante é o tempo de espera. O caminhoneiro sabe bem como é ficar parado em fila para carregar, descarregar ou passar por fiscalização. Depois de decisão do STF, esse tempo ganhou mais peso nas discussões trabalhistas, porque ficar à disposição da empresa não é descanso de verdade.

Na prática, a conta pode crescer quando a empresa trata a estrada como se o motorista estivesse livre, mesmo com o caminhão parado, preso ao serviço e sem poder ir embora. Para o caminhoneiro, esse tempo parado também custa caro: tem comida, banho, saudade de casa, preocupação com prazo e o caminhão segurando a vida dele dentro da cabine.

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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