
Foto: Reprodução / PRF
Ação da PRF com a Receita Estadual encontrou irregularidades em caminhões entre os dias 18 e 20 de maio, em Rio do Sul, Santa Catarina.
A rotina de quem vive do transporte já é pesada por si só. Tem horário apertado, espera em carregamento, pressão por entrega, custo alto no diesel, pedágio, manutenção e pouco espaço para erro. Agora, uma operação na BR-470, em Rio do Sul, Santa Catarina, voltou a mostrar como a falta de documento correto e o possível excesso de peso podem virar um problema grande para motoristas, transportadoras e empresas contratantes.
A ação foi feita pela Polícia Rodoviária Federal junto com a Receita Estadual entre os dias 18 e 20 de maio. Segundo a PRF, os agentes analisaram notas fiscais e Manifestos Eletrônicos de Documentos Fiscais, conhecidos como MDF-e, usados para reunir as informações do transporte. Ao todo, 50 caminhões foram flagrados sem nota, sem manifesto ou com documentação irregular.
Essa situação pode travar a viagem, gerar multa e ainda causar prejuízo na entrega. Para o caminhoneiro, cada hora parado pesa no bolso. Mesmo quando o problema vem da empresa, quem está no volante acaba enfrentando abordagem, atraso, desgaste e risco de perder outro carregamento.
A fiscalização também mira uma prática que preocupa nas rodovias: esconder ou omitir informação para não mostrar o peso real da mercadoria. Quando o veículo roda acima do limite, o risco aumenta para todos. O caminhão demora mais para frear, força pneus, suspensão e freios, além de estragar o asfalto e deixar a viagem mais perigosa em trechos de serra, chuva ou pista simples.
De acordo com a PRF, os auditores aplicaram as multas administrativas cabíveis, incluindo multa de 30% sobre o valor da mercadoria e cobrança do tributo conforme a alíquota. A corporação também informou que os envolvidos podem responder por crime contra a ordem tributária quando há tentativa de reduzir ou esconder tributos, com pena prevista de dois a cinco anos de reclusão, além das multas fiscais.
Para quem roda todos os dias, o recado é direto: antes de pegar estrada, vale conferir nota, manifesto, peso, rota e dados da mercadoria. Essa checagem simples evita dor de cabeça, parada inesperada e prejuízo em uma profissão que já cobra caro de quem depende do trecho para trabalhar.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 21 de maio de 2026 20:22
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