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Mesmo com queda nos números, o risco continua fazendo parte da rotina de quem vive do transporte e passa dias longe de casa.
Em 2025, o Brasil registrou cerca de 8.750 ocorrências de roubo de cargas, segundo levantamento da NTC&Logística divulgado pela CNN Brasil. O número caiu 16,7% em relação a 2024, mas ainda mostra que a estrada segue pesada para quem trabalha no transporte. Alguns veículos do setor publicaram o mesmo levantamento com 8.570 ocorrências, então o mais seguro é falar em cerca de 8,6 mil a 8,7 mil casos no ano.
Para quem lê só o número, pode parecer uma boa notícia. Mas para o caminhoneiro, o medo não acaba porque a estatística caiu. Em 2024, foram 10.478 roubos de carga no país, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão. Já em 2025, mesmo com menos casos, o prejuízo ainda ficou perto de R$ 900 milhões e pode passar de R$ 1 bilhão quando entra seguro mais caro, atraso, escolta, rota desviada e custo extra para a transportadora.
Na prática, o motorista não pensa só em entregar a carga. Ele pensa onde vai parar, onde vai dormir, se aquele trecho é perigoso, se pode andar de noite e se vai conseguir chegar sem problema. Tem caminhoneiro que evita certos pontos, muda rota e fica horas esperando autorização para seguir. Tudo isso atrasa a viagem, aumenta o cansaço e deixa a rotina ainda mais puxada.
Quando acontece um roubo, não é só a empresa que perde. O caminhoneiro passa pelo susto, pela pressão, pelo medo e muitas vezes fica marcado por aquilo. A estrada já tem buraco, fila, prazo apertado, saudade de casa e noite mal dormida. Com o risco de assalto, a profissão fica ainda mais difícil. Por isso, mesmo com queda nos números em 2025, o roubo de carga continua sendo uma das maiores preocupações de quem vive na boleia.
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