Transportadora

Transportadora pode pagar R$ 15,3 milhões por excesso de peso nas estradas do Amapá

MPF aponta que empresa teve centenas de multas por rodar com carga acima do permitido, situação que pesa no asfalto, na segurança e na rotina de quem vive do transporte.

O Ministério Público Federal entrou com uma ação contra a Viação Vale do Amazonas por causa do transporte de cargas com excesso de peso nas rodovias federais do Amapá. Segundo o MPF, a empresa foi apontada como a maior infratora do estado e acumulou 695 autuações entre 2020 e 2025.

Excesso de peso vira prejuízo para a estrada e para o transporte

Na prática, caminhão rodando acima do peso não prejudica só o asfalto. Isso também aumenta o risco na estrada, força mais o veículo, dificulta a frenagem e pode virar problema para todo mundo que depende da rodovia para trabalhar. O caminhoneiro que passa horas esperando carga, enfrenta buraco, fiscalização, prazo apertado e manutenção cara sabe bem que estrada ruim pesa no bolso e atrasa a viagem.

MPF pede indenização milionária

O MPF pede que a empresa seja condenada a pagar mais de R$ 15,3 milhões por danos ao patrimônio público, à segurança das vias, à concorrência e também por danos morais coletivos. A ação ainda pede multa de R$ 15 mil por nova infração, caso veículos saiam com excesso de carga, e multa de R$ 5 mil se a empresa deixar de informar corretamente o peso real nas notas fiscais.

Peso acima do limite afeta quem trabalha certo

Segundo a investigação, baseada em relatórios da PRF e do Dnit, o excesso de peso não teria sido algo isolado. O MPF afirma que a prática poderia ser uma forma de reduzir custos no transporte. Para quem trabalha dentro da lei, isso pesa ainda mais, porque a transportadora que respeita o limite carrega menos, gasta mais viagens e enfrenta uma concorrência desigual na estrada.

Estrada ruim também sai caro para o caminhoneiro

Quando o asfalto estraga mais rápido, quem sente primeiro é quem vive no trecho. A viagem fica mais lenta, o risco de acidente aumenta e a manutenção aparece mais cedo. Pneu, suspensão, freio e combustível entram nessa conta. Por isso, o debate sobre excesso de peso não é só uma briga de multa. Ele mexe direto com a rotina do transporte, com o custo do frete e com a segurança de quem passa o dia inteiro na boleia.

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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