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Transportadoras deixam caminhões parados por falta de motoristas no Brasil

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Transportadoras deixam caminhões parados por falta de motoristas no Brasil

A falta de caminhoneiros já pesa no transporte, atrasa cargas e aumenta a pressão em cima de quem vive da estrada.

A falta de caminhoneiros no Brasil já virou um problema grande para muitas transportadoras. Não é só conversa de pátio ou reclamação de empresa. Segundo pesquisa da NTC&Logística, 88% das empresas de transporte dizem ter dificuldade para contratar motoristas e agregados. Entre as transportadoras que estão com veículos parados, a média é de oito caminhões sem rodar por empresa.

Na prática, isso significa carga esperando, prazo apertado e caminhão parado no pátio sem gerar dinheiro. Para a transportadora, é prejuízo. Para o cliente, pode virar atraso. E para o caminhoneiro que continua na estrada, muitas vezes sobra mais pressão, mais viagem corrida e menos descanso.

Por que está faltando caminhoneiro?

A profissão perdeu força nos últimos anos. Muitos jovens não querem mais entrar na boleia por causa da rotina pesada, da distância da família, do risco nas estradas e do custo alto para trabalhar. Além disso, dados analisados pela ILOS mostram que o Brasil perdeu 22% dos motoristas de caminhão em dez anos, caindo de 5,6 milhões de condutores habilitados nas categorias C e E em 2015 para 4,4 milhões em 2025.

Quem vive da estrada sabe que não é simples. Tem espera para carregar, espera para descarregar, posto caro, pedágio, manutenção, fiscalização, insegurança e frete que nem sempre acompanha o gasto. Muita gente olha de fora e acha que caminhoneiro só pega a estrada e dirige, mas a rotina é bem mais pesada do que parece.

Para as transportadoras, a falta de motorista vira um gargalo. A empresa pode até ter caminhão, contrato e carga, mas sem gente preparada para dirigir, nada sai do lugar. Esse problema também mostra que o setor precisa valorizar mais quem está no volante, porque sem caminhoneiro o Brasil sente no mercado, no posto, na indústria e até na mesa de casa.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.