Pai e filho colocam fogo em guincho da PRF após moto ser apreendida

Um caminhão-guincho carregado com motos apreendidas durante uma ação da PRF acabou destruído pelo fogo em Araripina, no Sertão de Pernambuco. O episódio aconteceu em 25 de março de 2025, em frente à Delegacia de Polícia Civil do município, e terminou com a prisão de pai e filho.
De acordo com informações divulgadas pela PRF, o guincho transportava motocicletas recolhidas durante uma fiscalização. Uma delas pertencia ao pai, de 56 anos, e teria sido apreendida por estar em situação irregular. Após a remoção do veículo, ele e o filho, de 26 anos, teriam colocado fogo no caminhão-guincho.
As chamas atingiram o veículo que levava as motos e assustaram pessoas que estavam perto da delegacia. Vídeos gravados no local mostraram o guincho tomado pelo fogo enquanto equipes tentavam controlar a área. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu apagar as chamas antes que o incêndio se espalhasse para imóveis ou outros pontos próximos.
Ninguém ficou ferido. A Polícia Militar também foi chamada para ajudar na organização do local, já que a movimentação de curiosos aumentou durante o incêndio.
Pai e filho tentaram sair da área depois do fogo, mas foram alcançados por agentes da PRF e da Polícia Civil. Os dois foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Araripina, onde foram autuados em flagrante.
A apuração divulgada na época apontou que eles responderiam por incêndio criminoso e dano qualificado. Além da parte criminal, também poderia haver cobrança pelos prejuízos materiais causados ao guincho e às motos atingidas pelas chamas.
Um detalhe importante é que algumas publicações trataram o veículo como caminhão da PRF. A versão mais precisa é que se tratava de um caminhão-guincho usado no transporte das motos apreendidas durante a ação. Ou seja, o veículo estava a serviço da remoção dos veículos recolhidos.
O episódio ganhou força porque envolveu uma reação extrema após a apreensão de uma motocicleta. A remoção de motos em situação irregular costuma ocorrer quando há pendências de documentação, restrições ou outras irregularidades encontradas durante a abordagem.
A Justiça concedeu liberdade provisória aos dois dias depois, com medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, conforme noticiado pela imprensa pernambucana.
