Caminhoneiro

Caminhoneiro capa preta ainda sonha em voltar para estrada

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Caminhoneiro capa preta ainda sonha em voltar para estrada

Rodrigo Neumann Pires, de 45 anos, voltou a ter o nome ligado ao mundo dos caminhões por um motivo bem diferente da antiga rotina de viagens. Condenado a 27 anos e seis meses de prisão pela morte de dois vigilantes em Guarapuava, no Paraná, ele teria relatado saudade da profissão e vontade de voltar a dirigir um caminhão algum dia.

A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri de Guarapuava em 4 de novembro de 2025. O caso envolve a morte de Edinéia Gonçalves Oliveira, de 32 anos, e Vanderlei Antônio de Lima, de 31. Os dois trabalhavam como seguranças em uma loja de conveniência quando foram atingidos por disparos, em março de 2024.

Durante o julgamento, a acusação apontou que Rodrigo saiu do local após um desentendimento e retornou armado. A sentença foi lida à noite, depois de mais de 12 horas de júri. Ele já estava preso havia cerca de um ano e sete meses e, com a condenação, passou a cumprir a pena em regime fechado.

O detalhe que reacendeu a curiosidade sobre o passado de Rodrigo veio de uma publicação do Informativo Verê. O texto diz que ele é conhecido no sistema prisional pelo apelido de “Capa 10” e que, em conversas com outros detentos, teria falado sobre sentir falta da estrada e guardar o desejo de voltar ao caminhão.

A informação, porém, precisa ser lida com cuidado. Não se trata de uma entrevista direta publicada com Rodrigo, nem de um documento judicial. É um relato atribuído a conversas dentro do presídio. Por isso, o ponto central confirmado continua sendo a condenação, enquanto o desejo de voltar a dirigir aparece como uma informação relatada por terceiros.

Antes do crime, Rodrigo era ligado à vida de caminhoneiro, uma profissão marcada por longas viagens, horários puxados e distância da família. Depois da sentença, esse passado ficou preso ao contraste entre a antiga rotina no volante e a pena definida pela Justiça.

A defesa ainda pode buscar caminhos jurídicos para tentar reduzir a pena, mas a condenação mantém Rodrigo longe da profissão por muitos anos.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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