Caminhoneiro

São Paulo perde 717 mil habilitados e paga o maior salário a caminhoneiros

2 minutos de leitura
São Paulo perde 717 mil habilitados e paga o maior salário a caminhoneiros

A falta de caminhoneiros em São Paulo ganhou um número que mostra o tamanho da redução da mão de obra disponível. Entre 2014 e 2024, o estado passou de 1,89 milhão para 1,17 milhão de pessoas habilitadas nas categorias C e E, usadas para conduzir caminhões e carretas. A diferença representa 717 mil habilitados a menos em dez anos, uma queda de 37,9%.

Esse total não significa que existam 717 mil vagas abertas nas transportadoras paulistas. O dado mostra quantas pessoas deixaram de fazer parte da base de condutores habilitados no período. Ainda assim, é o indicador estadual mais concreto disponível para medir a redução de profissionais aptos a trabalhar com veículos de carga.

São Paulo respondeu por 61,3% de toda a queda registrada no país. No Brasil, o número de habilitados nas categorias C e E caiu de 5,55 milhões para 4,38 milhões durante a mesma década. Enquanto o recuo nacional foi de 21,1%, a redução paulista ocorreu em ritmo bem mais acelerado.

A dificuldade para contratar aparece também dentro das empresas. Uma pesquisa divulgada em 2026 mostrou que 88% das transportadoras consultadas enfrentavam problemas para encontrar motoristas e agregados. Entre as companhias com veículos sem operação, a média era de oito caminhões parados por empresa. O levantamento tem abrangência nacional, mas ajuda a explicar a disputa por profissionais em grandes centros logísticos como São Paulo.

A remuneração paulista acompanha essa disputa. Dados da RAIS referentes a 2024 colocaram São Paulo com o maior salário médio de motorista de caminhão entre os estados, chegando a R$ 3.877 por mês. O valor ficou quase 20% acima da média nacional de R$ 3.232,15.

O pagamento pode mudar conforme o veículo, a carga transportada, o tempo de experiência e a distância das viagens. Motoristas de carreta, profissionais de cargas especiais e condutores que trabalham em rotas longas podem receber valores maiores com horas extras, diárias, adicionais e premiações. A média de R$ 3.877 considera vínculos formais e serve como referência estadual, não como um salário obrigatório para todas as empresas.

Comentários

0

    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.