Senado não sinaliza votação da MP do Frete e aumenta possibilidade de uma Greve Nacional do caminhoneiros

A expectativa dos caminhoneiros em relação à Medida Provisória do Piso do Frete (MP 1.343/2026) ficou ainda mais incerta após informações de que o Senado não deve analisar pautas importantes do governo antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria informado ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar, que matérias consideradas relevantes não devem avançar nesta última semana de atividades antes do recesso.
Entre os projetos que podem ficar de fora da pauta está justamente a MP do Piso do Frete, que perde a validade em 16 de julho caso não seja aprovada pelo Senado. A proposta já recebeu o aval da Câmara dos Deputados e é considerada uma das principais reivindicações de caminhoneiros autônomos.
A notícia aumenta a tensão na categoria. Nos últimos dias, grupos de caminhoneiros passaram a organizar paralisações, principalmente na região do Porto de Santos, cobrando que a medida seja colocada em votação antes do prazo final. Lideranças afirmam que, se a MP perder a validade, novas mobilizações poderão ocorrer em outras regiões do país.
A medida provisória busca fortalecer o cumprimento do piso mínimo do frete, impedindo contratações abaixo dos valores definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para muitos motoristas, a proposta é vista como uma tentativa de reduzir a concorrência por fretes com preços considerados inviáveis.
Até a publicação desta matéria, o Senado ainda não havia confirmado se a MP será incluída na pauta de votação antes do início do recesso. Enquanto isso, caminhoneiros seguem acompanhando as negociações em Brasília e aguardam uma definição que poderá influenciar os próximos passos do movimento.
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