Entregadores do Mercado Livre ameaçam paralisação em Goiás e no DF
Motoristas que realizam entregas do Mercado Livre por meio de transportadoras em Goiás e no Distrito Federal ameaçam paralisar as atividades no próximo dia 25 de setembro. A categoria reclama principalmente dos valores pagos pelas rotas, que, segundo os trabalhadores, estão há mais de três anos sem reajuste. As informações foram divulgadas pelo portal Mais Goiás.
Os profissionais deram prazo até 20 de setembro para que as reivindicações sejam analisadas. Caso não haja avanço nas negociações, uma paralisação poderá afetar parte da operação de entregas poucos dias depois.
Um dos pontos apresentados pelos motoristas é a diferença entre o pagamento recebido e o volume atual das rotas. Conforme Anderson Carlos Nazario, representante dos trabalhadores ouvido pelo Mais Goiás, carros de passeio recebem atualmente R$ 180 por rota, enquanto utilitários recebem R$ 270 e veículos urbanos de carga, os VUCs, R$ 460. Segundo ele, esses valores não mudam há mais de três anos.

O número de entregas, porém, teria crescido bastante. Rotas que antes tinham cerca de 40 paradas e 80 pacotes agora podem passar de 100 paradas e 150 volumes. Em um registro apresentado pelos trabalhadores, uma rota chegou a marcar 133 paradas e 173 entregas para serem realizadas em até oito horas.
Além do reajuste financeiro, os motoristas reclamam de mudanças no aplicativo usado durante as entregas, bloqueio de paradas e cobranças relacionadas aos chamados PNRs, sigla usada para Pedido Não Recebido. Eles pedem que esses casos sejam analisados individualmente antes da aplicação de descontos.
A categoria afirma que a intenção inicial é negociar, e não interromper as entregas. A carta apresentada pelos trabalhadores cita também movimentações de motoristas em São Paulo e Minas Gerais.
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