Motoristas de ônibus estão deixando o volante e empresas já sentem falta de profissionais

Motoristas de ônibus estão deixando o volante enquanto empresas encontram cada vez mais dificuldade para colocar novos profissionais no lugar. O problema já aparece tanto no transporte urbano quanto nas linhas rodoviárias de passageiros.
Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que 66,2% das empresas do transporte intermunicipal apontam a falta de motoristas como a principal carência de profissionais. No setor interestadual, 55,6% das empresas pesquisadas possuem vagas abertas para a função.
No transporte coletivo urbano a dificuldade também aparece. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) informou em maio de 2026 que mais da metade das operadoras enfrenta problemas para contratar motoristas qualificados.
Por trás das vagas que ficam abertas está uma profissão que perdeu parte da atratividade. Trânsito pesado, cobrança pelo cumprimento dos horários, contato direto com passageiros, risco de violência, acidentes e desgaste físico fazem parte do trabalho diário. Há ainda escalas que incluem finais de semana e feriados.
Para quem já trabalha há anos na função, o peso dessa rotina pode acabar falando mais alto. Profissionais experientes começam a procurar outras atividades ou deixam o mercado, enquanto trabalhadores mais jovens nem sempre demonstram o mesmo interesse em dirigir ônibus.
A dificuldade para renovar essa mão de obra já chegou ao ponto de entidades do setor discutirem formas de atrair novos profissionais. Em julho de 2026, o SEST SENAT abriu um programa gratuito para ajudar trabalhadores a mudar a habilitação para as categorias C, D ou E, justamente as categorias usadas por boa parte dos motoristas profissionais.
Para as empresas, cada motorista que deixa a profissão abre uma vaga que pode demorar para ser preenchida. E não basta ter carteira categoria D: dirigir um ônibus cheio de passageiros exige treinamento, experiência e responsabilidade com dezenas de pessoas durante todo o trajeto.
Comentários
23Boa noite, estou com 62 anos, já me aposentei graças a Deus, mas continuo na ativa, só que estou trabalhando com Van, porque as empresas de ônibus não falam abertamente, mas também não nos emprega porque já somos considerados velhos, só que essa nova geração não querem trabalhar no transporte urbano, ou rodoviário as escalas são pra poucos, que aceitam trabalhar fins de semana e feriados, esse é meu dizabafo,e quem realmente segura o trampo não dão valor é isso, abraço.
Sou usuário de transporte público, e vejo , que a empresa não da valor aos motoristas, os coitados não tem nem direito de ter seu almoço , ou jantar, pq tem que cumprir o horário, tem motorista que almoça pão, pq almoço mesmo só em casa, é é patrão vivendo do suor de seus empregados, sei que um dia prestará contas com Deus!
Empresa Não Da Valor Para Os Motoristas, Empresa de transporte público Em Jundiaí ,trata Motorista Como Números , há três anos mais ou menos que a Jundiaiense deixou de ser uma empresa que ainda não era tão ruim, agora tá indo no caminho da Pior empresa Rápido Que não é Rápido Luxo que não é luxo, e Sim Lixo
Os valores dos salários não estão compensando os riscos da profissão! É uma profissão pesada com horários atipos e muito desvalorizada, sindicato sem representatividade nenhuma na categoria! Não oferece um seminário ou um congresso da categoria para da um incentivos aos os profissionais!! Só cobrança!!
Os salários baixos, passageiros ignorantes, dupla função apos a saida dos cobradores, escalas apertadas é que fwzen os motoristas largarem a profissão
Já fui motorista de ônibus, mas não tem condições de seguir nessa profissão. Carga horária exorbitante, trânsito extremamente lento, passageiros que descontam seus problemas em cima do motorista e são 6 dias atrás de um volante. Na folga você escolhe, ou descansa ou dá uma saída... porém no outro dia você já está novamente atrás do volante.
Sou motorista de ônibus, há 26 anos. Trabalhei 4 anos, como motorista de ônibus urbano e 2 de rodoviário!
Depois que vi a pressão, baixos salários e a encheção de saco que é, fiz um concurso público,aqui da minha Cidade e já estou há 20 anos, trabalhando como motorista de ônibus escolar. Foi a melhor coisa que eu fiz!
As escalas também e perseguição é demais e isso está acabando com as profissões de motorista. Não leva enconta a salubridade.
Eu também sou motorista. O problema e o salário muito baixo. E um trabalho que envolve muita responsabilidade.
Infelizmente há 4 anos atrás eu decidi deixar o transporte de passageiros, depois de 20 anos trabalhando em empresas de transporte em São Paulo e interior Paulista na RMC, e ouço colegas que deixei por onde passei e eles sofrem com escalas e perseguição de chefia. E o que acontece hoje e só um reflexo de desconstrução da categoria pelos patrões.
A questão é salarial e não é levado em conta a insalubridade, carros velhos etc etc etc.
Infelizmente muitas garagem tem seus funcionários na primeira faixa de contratação Q coloca impedimentos para candidato não consegui entrar e tbm As cargas horárias estão cada vez mais puxadas e sem falar em algumas frotas e muitas cobranças
A questão não é só pressão psicológica. É muita cobrança desnecessária das próprias empresas de ônibus com os colaboradores. Tem empresas por qualquer coisinha querem tirar a cesta básica, suspensão do trabalho. Cobram avarias desnecessária. E o mais principal o salário que está defasado. Tem estados brasileiros que o salário dos rodoviários é diferenciado, o do estado do rio de janeiro o valor está em 3.583.00 na baixada fluminense do RJ. É de 3.348 e tem empresas que não estão pagando nem horas extras do profissional e querem cobrar do motorista os regimes internos. Aí não dá chefe
Pois é!
Ninguém aguenta, trabalhar sob pressão e ainda ter um salário horrível desses!
Mas também os cara tem que fazer duas funções pq tiraram os cobradores daí ele te que cobra e dirigir pra não chegar atrasado ao destino
Ninguém quer isso mais não. Muita pressão psicológica até ameaça
As empresas não melhoram os salários e benefícios para o motorista. Mas gastam num veículo e equipamentos no mesmo para monitorar, robotizar e gerar mais stress no profissional.
Queria mudar a letra da minha abiltacao pra D
É e essa falta de profissional a tendência é só aumentar Ano após Ano, a responsabilidade é muito grande, e a Remuneração é pouca, têm que melhorar o Salário.
sou motorista profissional desde 1978, e digo com propriedade. o problemas na área está justamente na entrada de pseudos motoristas viciados em substâncias alicinogicas que faz um motorista cumprir temporariamente, horários que um motorista normal não consegue, tiraram os motoristas senior para trazer os novatos já que aceitam um salário muito abaixo do que é preciso, pois um motorista responsável tem família..e família da despesa e uma empresa quer pagar 3.000 e exigem um trabalho com carga horária acima do que podemos cumprir diante do pequeno valor de retorno. este negócio de 6x1 e balela eu trabalhava 30x0, motorista seja ônibus ou caminhão é outro nível, raiz..durão..homem com H, não tem chuva .frio ou calor,mesmo distância que ganha nos parar, agora vem aí este transporte de bonequinhas falar que não tem profissionais..? paga o que a categoria merecem RESPEITA O PROFISSIONAL, ,FAZ UM A SEPARAÇÃO QUE SEPARA O MOTORISTA DOS PÁSSAROS..se possível blindada igual casa lotérica, aí quero ver se vai faltar quem queira a vaga.!
Concordo com o Francisco. Trabalho como profissional de transportes; para "amenizar" um pouco toda essa pressão psicológica e estressante diária, se realmente acabarem com as escalas 6x1 já vai ajudar muito. Aqui no Espírito Santo (região metropolitana da grande vitória), são 7h de trabalho por dia, mas esse 6x1 está acabando com toda a categoria de transporte público e rodoviário.
Olha alguns anos quando tinha cobrador a maioria dos motoristas vinha desta profissão de cobrador depois que acabaram com os cobradores a dificuldade para contratar motorista aumentou a Maurício profissionalizava dentro da empresa com a ausência desses profissionais aumentou a dificuldade de encontrar alguém interessado nesta profissão
Concordo com vc!
Eu mesmo, antes de me tornar motorista, fui cobrador por 5 anos, até tirar a minha carteira e trocar de função na empresa.