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Caminhoneiros podem deixar de fazer entregas em todo o Nordeste por causa de Lula?

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Caminhoneiros podem deixar de fazer entregas em todo o Nordeste por causa de Lula?

Relatos de caminhoneiros que estariam evitando parar em cidades onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu nas urnas levantaram uma dúvida: os motoristas poderiam deixar de fazer entregas em todo o Nordeste como forma de protesto político?

Uma reportagem publicada pelo portal Motorista.com.br, no dia 12 de outubro, aponta que caminhoneiros estariam evitando restaurantes, postos de combustíveis e outros estabelecimentos em Jangada, no Mato Grosso, após o resultado eleitoral. Um vídeo citado pela publicação mostra locais com pouco movimento, mas não comprova uma paralisação no transporte de mercadorias.

A situação seria diferente caso motoristas decidissem recusar fretes para os nove estados nordestinos. Caminhoneiros autônomos podem escolher quais serviços aceitar, desde que respeitem os contratos já firmados. Uma mobilização coletiva, porém, poderia enfrentar problemas jurídicos dependendo da forma como fosse organizada.

O Nordeste recebe diariamente cargas de alimentos, combustíveis, medicamentos e produtos industriais. Uma redução expressiva no número de caminhões disponíveis poderia atrasar entregas, aumentar o preço do frete e prejudicar comerciantes que dependem do transporte rodoviário.

Por outro lado, impedir completamente a chegada de mercadorias seria uma tarefa difícil. A região também conta com caminhoneiros locais, empresas transportadoras e centros de distribuição que abastecem supermercados e outros estabelecimentos.

Até o momento, não há confirmação de uma mobilização organizada de caminhoneiros para suspender entregas em todo o Nordeste por motivos eleitorais. Os relatos publicados sobre Jangada tratam principalmente da decisão de não parar em estabelecimentos comerciais, e não de deixar cidades sem abastecimento.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.