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Greve dos caminhoneiros

Caminhoneiros temem nova greve e lembram multas aplicadas pelo Alexandre de Moraes

2 minutos de leitura
Alexandre de Moraes
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O medo de uma nova greve dos caminhoneiros voltou a circular entre motoristas autônomos e profissionais do transporte de cargas.

O assunto ganhou força por causa do clima político no país e das lembranças de bloqueios anteriores em rodovias, que terminaram com multas, decisões judiciais e prejuízos para parte da categoria.

Muitos caminhoneiros ainda lembram da paralisação de 2018. Naquele ano, o Senado registrou que foi vetado o trecho que daria anistia a multas e sanções aplicadas durante a greve da categoria, realizada entre 21 de maio e 4 de junho.

O nome do ministro Alexandre de Moraes também voltou às conversas porque ele atuou em decisões ligadas à liberação de rodovias. Em 2018, Moraes determinou o desbloqueio de estradas durante a greve dos caminhoneiros e autorizou multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento, segundo a Veja.

Já em 2022, após as eleições, o plenário do STF aprovou uma determinação de Moraes para desbloqueio imediato das rodovias. A medida também previa multa de R$ 100 mil por hora para donos de caminhões usados em bloqueios, obstruções ou interrupções.

Por isso, mesmo entre motoristas insatisfeitos, existe receio de aderir a qualquer paralisação sem liderança clara, pauta definida e segurança jurídica.

Para o caminhoneiro autônomo, uma multa pesada pode significar meses de trabalho perdidos. Além disso, há risco de apreensão do veículo, perda de frete, rompimento de contrato e até processo judicial.

A categoria reclama de diesel caro, frete apertado, pedágio alto e falta de valorização. Mas parte dos motoristas teme que uma paralisação sem organização acabe trazendo mais prejuízo para quem vive da estrada.

O clima é de atenção. Caminhoneiros querem ser ouvidos, mas muitos não querem repetir situações em que a conta ficou para o motorista, principalmente quando o protesto envolve bloqueio de rodovia.

A principal preocupação é essa: protestar é um direito, mas fechar estrada pode virar problema caro para quem depende do caminhão para sustentar a família.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.