Diesel encosta em novo patamar e pode chegar perto de R$ 8 na bomba
O preço do diesel voltou a apertar o bolso de quem depende da estrada. O diesel S-10 chegou a uma média de R$ 7,35 por litro no Brasil no levantamento feito entre o fim de setembro e o começo de outubro.
Para o caminhoneiro que roda milhares de quilômetros por mês, alguns centavos a mais fazem uma diferença grande na conta. Com a alta recente, a possibilidade de o litro se aproximar dos R$ 8 até o fim de 2026 passou a ganhar atenção, principalmente se o petróleo continuar caro e houver novos repasses ao mercado brasileiro.
O preço na bomba não depende apenas da Petrobras. Entram na conta impostos, biodiesel, custos de distribuição, revenda e as diferenças de preço encontradas em cada região do país.
A situação internacional também pesa. A alta do petróleo e as incertezas envolvendo o fornecimento externo de diesel aumentaram a pressão sobre o combustível vendido no Brasil, que ainda depende de importações para completar o abastecimento.
O governo mantém mecanismos de subvenção para tentar segurar parte das altas. No fim de setembro, foi anunciada a manutenção de um auxílio de R$ 2,12 por litro sobre o diesel dentro do programa federal. Sem essas medidas, a pressão sobre os preços poderia ser ainda maior.
Por isso, R$ 8 não é um preço confirmado para o fim do ano, mas virou um patamar possível caso o petróleo continue subindo, o dólar pese sobre as importações ou parte dos mecanismos de contenção seja reduzida.
Para quem trabalha com transporte de cargas, a preocupação vai além do abastecimento. Diesel mais caro aumenta o custo do frete, reduz a margem do motorista autônomo e pode aparecer depois no preço dos produtos transportados pelas rodovias brasileiras.
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