Governo prevê diesel acima da demanda em outubro, mas preço ainda preocupa caminhoneiros
O governo federal prevê que a oferta de diesel no Brasil fique acima da demanda em outubro. A estimativa busca reduzir o medo de falta do combustível no mercado, principalmente em um momento de pressão nos preços internacionais.
Segundo o Ministério da Fazenda, a demanda estimada para o mês é de 3,95 bilhões de litros, enquanto a oferta confirmada chega a 4,18 bilhões de litros. Isso representa uma sobra de cerca de 6% em relação ao consumo previsto.
Na prática, o recado do governo é que não deve faltar diesel para caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e demais setores que dependem do combustível.
Mesmo assim, isso não significa que o diesel ficará barato. O principal alívio é no abastecimento, não necessariamente no preço final da bomba.
O diesel é o combustível mais importante para o transporte de cargas no país. Quando ele sobe, o impacto chega rápido no frete, nos alimentos, nos produtos industrializados e no bolso do caminhoneiro.
De acordo com a Folha, o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, afirmou que a oferta deve superar a demanda em outubro em meio às preocupações causadas pela alta do petróleo no mercado internacional. Folha
O governo também informou que cerca de 33% do diesel consumido no Brasil é importado. Isso deixa o país mais exposto às oscilações do petróleo e do dólar.
Para garantir o abastecimento, as importações devem representar uma parte importante da oferta de outubro. O governo também aponta estoque nacional suficiente para cerca de 15 dias de consumo interno.
Além disso, foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro para importadores de diesel rodoviário, por 30 dias. Esse valor se soma ao apoio que já estava em vigor para tentar evitar pressão ainda maior nos preços.
Para o caminhoneiro, a notícia traz um alívio parcial. A possibilidade de falta de diesel diminui, mas o custo para rodar continua sendo uma das maiores preocupações da categoria.
Se o preço seguir alto, o frete precisa acompanhar. Caso contrário, quem paga a conta é o motorista, principalmente o autônomo, que depende do diesel todos os dias para trabalhar.
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