Janones ganhou fama com caminhoneiros e agora reúne quase 5 milhões em apoio a Lula
O deputado federal André Janones (Rede-MG), que ganhou projeção nacional durante a greve dos caminhoneiros de 2018, agora está à frente de uma mobilização digital em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar administra o canal Exército do Lula, no WhatsApp, que chegou a 4,91 milhões de seguidores neste sábado (17).
Em 2018, Janones publicou vídeos e mensagens apoiando a paralisação dos caminhoneiros, movimento que interrompeu o transporte de mercadorias e provocou problemas de abastecimento em várias regiões do Brasil. A visibilidade conquistada nas redes sociais ajudou o então candidato a se eleger deputado federal por Minas Gerais.
O parlamentar voltou a alcançar milhões de brasileiros durante a pandemia, em 2020, quando passou a defender o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600. Naquele período, realizou transmissões ao vivo e ampliou sua presença nas redes.
Em 2022, Janones chegou a anunciar uma pré-candidatura à Presidência da República, mas desistiu da disputa e declarou apoio a Lula. Desde então, passou a participar de ações políticas e digitais ligadas ao presidente.
Agora, no segundo turno das eleições de 2026, o deputado utiliza o WhatsApp para orientar seguidores a compartilhar publicações, comentar vídeos e divulgar conteúdos favoráveis à campanha de Lula. As mensagens são apresentadas como tarefas aos participantes do canal.
A atuação de Janones também provocou uma disputa na Justiça Eleitoral. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionou o funcionamento do Exército do Lula e apresentou acusações de divulgação de informações falsas. Um relatório técnico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisou parte das mensagens, não encontrou conteúdos falsos no material examinado.
O canal chegou a receber ordens de suspensão e decisões posteriores permitindo seu funcionamento. Na sexta-feira (16), o TSE aprovou novas regras para canais digitais vinculados oficialmente às campanhas eleitorais, incluindo exigências de identificação dos responsáveis pelas publicações.
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