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Greve dos caminhoneiros

Protesto de caminhoneiros contra diesel caro provoca desabastecimento na Itália

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Caminhoneiros iniciaram uma série de protestos contra a alta do diesel na Itália e já provocam problemas no abastecimento de supermercados e postos de combustíveis. Nesta terça-feira (20), estabelecimentos comerciais na Sicília registraram prateleiras vazias, enquanto bloqueios em rodovias e portos dificultam a chegada de mercadorias.

As manifestações começaram no início de outubro, nas regiões da Apúlia e Calábria, e avançaram para Sicília, Campânia, Basilicata e Molise. Agricultores também aderiram aos protestos, utilizando tratores para interromper ou reduzir a circulação em trechos rodoviários.

O principal motivo da mobilização é o aumento dos custos do transporte, especialmente do diesel, que já ultrapassou 2,25 euros por litro em algumas regiões. Transportadores reclamam que os valores cobrados pelo combustível estão comprometendo a rentabilidade das viagens.

Em Palermo, capital da Sicília, consumidores encontraram produtos em falta nos supermercados nesta terça-feira. A interrupção do transporte de mercadorias também provocou longas filas em postos de abastecimento no sul do país.

Vincenzo Aleccia, presidente do Consórcio de Caminhoneiros de Trapani, afirmou à Reuters que o movimento é pacífico e busca chamar atenção para os custos enfrentados pelos transportadores e seus efeitos sobre os consumidores.

Segundo o representante, o encarecimento do diesel e dos fretes acaba chegando aos preços dos produtos vendidos nos supermercados.

A mobilização também aumentou a pressão sobre o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Após uma reunião com representantes do transporte rodoviário, o vice-ministro da Infraestrutura, Edoardo Rixi, anunciou a previsão de um pacote de auxílio superior a 150 milhões de euros para o setor.

Apesar do anúncio, ainda não havia confirmação de que os bloqueios seriam encerrados em todas as regiões atingidas.

A Conftrasporto, entidade que representa transportadores italianos, também alertou para a possibilidade de uma greve nacional caso as negociações com o governo não avancem.

A situação preocupa empresas que dependem do transporte rodoviário para receber alimentos, combustíveis e insumos industriais. Com caminhões impedidos de circular, entregas são adiadas e os estoques comerciais podem diminuir rapidamente.

Os protestos italianos ocorrem em meio a uma onda de manifestações em países europeus contra a elevação do custo de vida e dos combustíveis. Na Itália, a pressão dos caminhoneiros já ultrapassou as rodovias e começou a ser sentida diretamente pela população.

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Sobre o autor

Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.